Svadhyaya: a busca por autoconhecimento no Yoga!

Estudo sobre si, sabedoria e reconexão com a nossa essência!
mulher na india em busca de Svadhyaya: autoconhecimento no yoga

Você já ouviu falar em Svadhyaya? Vamos entender neste artigo o significado de Svadhyaya e por que a busca do autoconhecimento é tão crucial no Yoga e na vida!

O universo do Yoga é amplamente disseminado no Ocidente principalmente por meio das posturas, que chamamos de ásanas.

Porém, pouco se conhece acerca das escrituras, que trazem textos escritos por sábios há milhares de anos que viveram no Oriente. Um desses textos antigos e que hoje são consagrados por estudantes da temática, são os Yoga Sutras de Patañjali.

Os Yoga Sutras são escritos em forma de aforismos, isto é, textos curtos e em verso que abordam princípios morais. Estes textos trazem diretrizes para a vida de forma filosófica e prática.

Há cerca de 2 mil anos, o mestre Patanjali trazia assuntos sobre a mente, o autoconhecimento e o estado de presença – assuntos muito atuais. Mal sabia ele como teriam ressonância com as necessidades da sociedade contemporânea. 

Nos últimos meses, falei sobre os Yamas e Niyamas, que integram as Oito Partes do Yoga, que constam nos Yoga Sutras.

Os Yamas e Niyamas são os primeiro passos e vêm antes mesmo da menção aos populares ásanas.

Os Yamas e Niyamas são preceitos éticos para alcançar a autorrealização. Falarei hoje sobre o Niyama “Svadhyaya”!

Eu sou Priscila Almeida, instrutora de yoga em Palhoça e terapeuta reikiana (mestre) e thetahealer. Boa leitura!


 

Svadhyaya: autoconhecimento

Mulher em Namaste praticando Svadhyaya: a busca por autoconhecimento no Yoga

Fotos: Unsplash

O significado de Svādhyāya é “autoconhecimento e estudo sobre si mesmo”.

Você já parou para pensar que muito do olhar que temos de nós mesmos veio de fora? Muito provável que o que foi dito pelos nossos pais e familiares quando éramos crianças formam a nossa autoimagem e comportamento atuais.

Quando éramos adolescentes e nossos colegas de escola e professoras diziam que éramos de tal maneira, isso possivelmente impactou fortemente em nossas vidas. E assim, fomos crescendo e acreditando no que foi projetado naquela época.

Pouco aprendemos sobre o nosso ser mais profundo! E o que era dito do lado de fora, muitas vezes, virou uma crença limitante. E isso, muitas vezes, molda quem acreditamos sermos hoje.

O estudo sobre si mesmo (Svadhyaya) envolve a habilidade de reconhecer a essência divina que todos carregamos. Afinal, somos seres humanos, tidos, até então como o ser vivo mais consciente deste planeta que habitamos.

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Sabedoria de Svadhyaya: o alimento da alma

homem lendo e praticando a sabedoria de Svadhyaya

O estudo de textos sagrados e que provenham de pessoas sábias também é crucial quando fala-se de “Svadhyaya”. Este tipo de empenho facilita a compreensão da nossa verdadeira natureza, atuando como um verdadeiro guia.

Você já percebeu que estamos sempre nos alimentando, pelo menos quatro vezes ao dia? O ato de ingerir alimentos e bebidas é uma rotina inquestionável para a manutenção da saúde e vitalidade.

No entanto, pouco é indicado para que alimentamos nossa alma. Não recebemos instrução sobre este tema.

E por não se alinhar à nenhuma religião, muitas pessoas acabam se distanciando de estudos espiritualizados e se desconectam de si mesmos.

Independente de religião ou qualquer misticismo, há algo que anima nosso corpo e precisamos olhar para isso com mais zelo e responsabilidade.

Por isso, o sábio Patañjali nos motivou a seguir o estudo de textos sagrados e guiou seus seguidores para que buscassem a compreensão mais profunda de suas atitudes, reações, pensamentos e hábitos. 

No entanto, é perda de tempo ler muitos livros sobre espiritualidade e sobre autoconhecimento se não levarmos os ensinamentos para a vida diária.

A prática faz com que aprendamos, de fato, e evita a superficialidade e rasura de nossas intenções. Afinal, aplicar  o que aprendemos é o que realmente faz valer a pena o tempo investido na questão. 

Ao aplicar o que estudamos, criamos a possibilidade de ajudar as pessoas, principalmente crianças, por meio das nossas atitudes.

Pense bem, estudar sem refletir e colocar em prática seria apenas uma mera coleta de dados. 

 

Patañjali

patanjali - autoconhecimento no yoga com Svadhyaya

Aforismo ou sutra é um estilo literário muito comum em IV e II A.C, por isso, embora haja incerteza sobre a data, acredita-se que Patañjali viveu nessa época.

Não se sabe detalhes de sua vida, alguns afirmam que ele foi um intelectual, gramático, médico e yogue. Porém, o consenso é de que ele foi um indiano sistematizador, compilador e codificador dos ensinamentos técnicos e filosóficos da ciência do Yoga.

 

Yoga Sutras 

Yoga Sutras de Patanjali

Manuscrito de Patanjali Yoga Sutra, National History Museum, Delhi

“Sutras” em sânscrito, língua antiga da Índia e considerada sagrada no Yoga, significa “fio”. Por isso, os sutras estão ligados um ao outro, assim como um fio que conecta as contas de um colar.

Os Yoga Sutras de Patañjali são considerados um conhecimento fundamental para os estudantes e praticantes de Yoga. É uma coleção de 196 textos curtos e poderosos que nos revelam um verdadeiro mapa da consciência humana. 

Os sutras são divididos em quatro capítulos:

  1. O primeiro fala da mente, dos estados meditativos e traz definições do que é o Yoga, além de alguns termos utilizados nesta tradição.
  2. No capítulo seguinte, encontramos a informação de que o sofrimento deve ser evitado. E que a fonte do sofrimento e aflições humanas é a ignorância. O meio para interromper o fluxo de sofrimento é Yoga.
  3. No terceiro capítulo, o leitor pode observar os resultados da prática como a conquista da concentração, meditação e o samadhi.
  4. Ao final, os Sutras nos apresentam as mudanças profundas que podem ocorrer na mente do praticante e como essa mente mais lúcida e serena pode influenciar outras mentes de forma positiva. 

 

Yamas e Niyamas

Constam como umas das 8 partes do Yoga contidos nos Yoga Sutras.

O Yamas são como um código de ética compostos por cinco princípios:

“Yam”, em sânscrito, quer dizer “refrear”, “domar”. O objetivo geral dos Yamas é fazer com que a gente viva em harmonia com os outros seres.

Os Niyamas, por sua vez, são uma espécie de conduta disciplinar que visam organizar os seres humanos com eles mesmos, interiormente.

Os Niyamas contém cinco observâncias para purificar o praticante, levando-o a uma vida mais feliz. São eles:

Espero que você tenha usufruído desta leitura e compreendido a relevância de estudar a si mesmo!

No próximo artigo sobre Yoga, falo sobre o último Niyama e sobre o que o mestre Patañjali tentou nos revelar sobre a importância da devoção. Vamos entender por que esta palavra vai muito além de crenças e dogmas e está mais próxima à confiança e entrega e desapego. Até breve! 🙂

 


Em busca de descobrir mais sobre quem é você e livrar-se das crenças que te limitam a entrar em contato com seu verdadeiro ser? Agende uma sessão de Terapia comigo 🙂

Instrutora de Yoga e Terapeuta Reikiana e Tethahealear ®.

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