Santosha: A arte de ser contente do Yoga!

Conheça o preceito moral do contentamento.
Mulher vivenciando Santosha

Como falei em outros posts, o Yoga é tão completo que ensina por meio desta cultura milenar condutas que  levam à autorrealização e felicidade verdadeira.

Imagina se sentir alegre com o corpo, as emoções e mente que se tem? Imagina não cobiçar o que é o dos outros e agradecer diariamente tudo o que temos e somos? Pensou em se sentir feliz com seu passado, presente e sem “pré-ocupação” com o seu futuro?

Hoje vou falar sobre Santosha, uma palavra em sânscrito, língua antiga e sagrada na Índia, que significa contentamento.

Esta observação está contida nos Niyamas, algumas prescrições para que o indivíduo viva bem consigo mesmo. Nem dá para imaginar que os Yamas (preceitos éticos) e Niyamas (condutas internas) foram tratados há milhares de anos pelos iogues. Mal sabiam eles que seria um assunto muito atual e necessário. Realizar santosha é viver bem com o que se é e se tem. 

Eu sou Priscila Almeida, instrutora de yoga em Palhoça e mestre em Reiki Mikao Usui. Você está pronto para entender que você pode apreciar o presente do jeito que ele é e não como “deveria ser”? 


 

Yamas e Niyamas de Patañjali

Nos posts anteriores abordamos sobre os cinco Yamas (preceitos éticos do Yoga):

Falamos também do primeiro Niyama (preceito moral do Yoga):  Shaoca, que significa purificação. Eles fazem parte dos oitos passos (partes) descritos nos Yoga Sutras de Patañjali, os quais tratam sobre como atingir a iluminação.

as 8 partes do yoga de Patanjali

Denominada como Samadhi, a iluminação é uma sensação/estado indescritível, quando corpo, mente e espírito estão unidos num só propósito e nos sentimos um com tudo e o Todo. Algo nada mais, nada menos, que Buddha atingiu.

 

Santosha: contentamento

Mulher vivenciando Santosha, a arte do contentamento

Foto: Loren Joseph

O segundo Niyama, Santosha fala de contentamento, ou seja, a maneira como olhamos para as situações, pessoas e para nós mesmos. Estamos sempre criticando, julgando, comparando, na defensiva, com medo, com o ego no comando?

A nossa tendência é sim, estarmos na defensiva pois a mídia e os sistemas financeiro e político fazem sentirmos um tanto ameaçados.

Além disso, a parte do cérebro humano mais antiga está relacionada com a nossa sobrevivência, então a tendência é nos protegermos como os homens das cavernas faziam. Era lutar ou correr! No entanto, é necessário treinar nossa mente para sermos gratos com os detalhes, sutilezas e desafios da vida. E perceber que vivemos noutra Era, voltada às questões da alma.

 

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5 dicas de como alcançar Santosha

Vamos vivenciar Santosha e ser mais contentes? Leia 5 dicas essenciais!

aulas de yoga do riso - santosha

Foto: Rawpixel

 

1. Conformismo x ser contente

Muitas vezes confundimos se sentir contente diante de situações boas ou ruins com se conformar.

A diferença seria de não querer ficar na situação quando ela se apresenta de forma negativa, violenta ou pesada. Não aceitar o que não seja o melhor e querer sempre amor, alegria, conexão, relacionamentos saudáveis. 

Estar feliz com os fatos, com nosso corpo e a vida em geral é diferente de aceitar o mais ou menos ou até o que não é bom. Se sentir estável mesmo diante dos desafios e tensões é perceber que tudo passa e que as pessoas têm um propósito em nossas vidas. E que os acontecimentos ruins servem como aprendizado, mas não significa que desejaremos aquilo permanentemente.

A pessoa que se sente alegre sabe que é merecedora de toda a abundância existente. Sente-se em harmonia e estabilidade mesmo nas turbulências.

 

2. O exercício da gratidão

A gratidão parece até clichê, mas a vibração deste estado de espírito é semelhante ao do amor que o mestre Jesus tentou insistentemente ensinar.

Quando ficamos gratos (veja bem que sentir é diferente de pensar), falamos ao Universo que ele pode mandar situações e pessoas parecidos porque este é muito generoso e abundante e retorna com mais coisas magníficas.

Estar grato é saber valorizar o que somos e o que temos, sem se sentir menos por não ter o celular, o carro, nem a melhor foto nas mídias sociais.

Se sentir grato é agradecer nossa saúde, o alimento, o banho quentinho, o sol que aquece e faz crescer plantas e os alimentos, a lua que brilha e embeleza, os animais que dão carinho sem pedir nada em troca.

 

3. Ninguém é igual a você. E esse é o seu poder!

mulher contente - santosha - contentamento

Foto: Hean Prinsloo

Santosha é sentir-se feliz com nossas habilidades, sabendo que mesmo que os seres humanos são todos irmãos da mesma espécie, ninguém é exatamente igual.

Todos somos únicos e estamos nessa jornada por um motivo especial. Contentamento é o olhar o passado sabendo que ele foi exatamente como podia ter sido, porque foi como a nossa maturidade e consciência naquele momento permitiram.

Sentir-se contente com o futuro é desapegar das expectativas e resultados, sabendo que fizemos o melhor e não temos  controle de nada, apenas de quem podemos ser diante dos fatos.

Santosha ensina a nos vermos como seres divinos, que apenas precisamos acreditar no próprio potencial para contribuir com o mundo em que vivemos. Afinal, já temos tudo dentro de nós.

 

4. Contentamento diante dos desafios

Diferentemente do que você pode imaginar, os percalços que enfrentamos e até mesmos os desequilíbrios contribuem para o crescimento pessoal. Acima de tudo, fazem treinarmos algo quase utópico: permanecer alegre diante dos desafios. Aí é que o nosso nível de sabedoria é testado de verdade.

Agradecer quando estamos no topo da montanha é fácil. Manter-se equânime quando estamos com alguma doença, dificuldade financeira ou no fim de relacionamento, isso sim é bravura! Mas no Yoga, sabemos que nada é permanente e que as coisas têm um ritmo. Então, ninguém aqui nessa jornada está sempre bem, rico e bonito. Afinal todos envelhecemos e enfrentamos muitos leões.

 

5. Todos temos um vazio

Embora alguém possa ter os olhos mais lindos do bairro, o namorado mais bonito ou a conta bancária mais gorda, todos os indivíduos têm um vazio. Tentamos a todo o custo preencher este vazio comprando itens para o guarda-roupa, casa e pessoas queridas. 

Outros querem preencher este vazio com viagens, relacionamentos, festas, etc. No entanto, demoramos a perceber que este vazio interno não pode jamais ser preenchido com coisas e objetos, nem pessoas.

Estou falando do vazio existencial, espiritual. Por carregarmos uma centelha divina, um lado nosso pede por nutrição. O alimento da alma é uma leitura que eleva, uma música, um alimento feito com amor, olhar e sentir a natureza, estar com quem amamos, falar palavras que enaltecem e engrandecem o espírito.

Estar num estado interno de alegria nos tira deste vazio e insatisfação e  faz reconhecermos que mesmo com desafios, com o lado sombra, com frustração, raiva, tristeza e falta de confiança, mesmo que o passado seja amargo, temos o corpo e a mente que precisamos. Inclusive a família e o trabalho que necessitamos para nossa evolução. E existe de forma latente dentro de nós um potencial gigantesco pronto para ser despertado.

 

E você, como pretende começar a praticar Santosha e adicionar mais alegria ao seu dia a dia? Vamos praticar Yoga?

Instrutora de Yoga e Terapeuta Reikiana Mikao Usui III

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