Esgotamento profissional: Sintomas do Burnout e como lidar

Dicas fundamentais para empresas e colaboradores.
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Você já ouviu falar de esgotamento profissional ou síndrome de burnout, a CID-11?

Neste texto irei falar mais sobre essa síndrome, seus sintomas, e dar dicas para os colaboradores e empresas sobre como lidar com ela.

Sou Rodrigo Roncaglio, CEO do Guia da Alma – a solução completa para a Saúde Mental no trabalho. Boa leitura!


Esgotamento profissional: o que é?

Esgotamento profissional: o que é?

Foto: garetsworkshop – Envato

Esgotamento profissional, também chamado de Síndrome de Burnout, surgiu com este nome pela primeira vez em meados dos anos 70, quando o médico americano Herbert J. Freudenberger diagnosticou a si mesmo com a síndrome.

Ele trabalhou seguidamente por mais de 14 horas e, obviamente, sentiu-se extremamente cansado e estressado. Ele entendeu que o estresse  excessivo causado pela grande quantidade de trabalho estava com características crônicas, e poderiam estar associadas à depressão.

Cada vez mais se fala em exaustão, sobrecarga, problemas de saúde mental… Principalmente após a pandemia de coronavírus, nunca se falou tanto em estresse, depressão e ansiedade. E estima-se que houve um agravamento nos índices, que podem ser sentidos até hoje!

Desde então, os sintomas decorrentes do trabalho em demasia foram diagnosticados como a Síndrome de Burnout CID, sendo oficializada pela Organização Mundial de Saúde (OMS) como uma síndrome crônica e inserida na Classificação Internacional de Doenças (CID-11) em janeiro de 2022.

Segundo pesquisa realizada pelo International Stress Management Association (ISMA), a síndrome de burnout afeta mais de 30% da população com sintomas de estresse, podendo levar ao afastamento do trabalho e ao desenvolvimento de sintomas físicos, como úlceras, diabetes, aumento no colesterol, entre outros.

Porém, essa síndrome não deve ser confundida com o estresse no trabalho apenas, pois está em um nível acima disso. Em breve, vamos conhecer melhor seus sintomas em detalhes!

O Burnout tem vários níveis. É importante avaliar e conhecer seus sintomas com cautela, para que não evolua para nada mais grave.

As pessoas com síndrome de Burnout geralmente têm:

  • Sensação de exaustão física constante;
  • Negativismo;
  • Produtividade no trabalho reduzida;
  • Entre outros.

Dito isto, é preciso estar sempre atento à quantidade de estresse, autocobrança e tensão emocional que estão sendo vivenciados no ambiente de trabalho, tanto em relação ao viés físico, quanto ao mental.

Tipos de esgotamento

Tipos de esgotamento

Existem vários tipos de esgotamento no trabalho. Segundo pesquisa divulgada pelo site Inc., há três tipos de Burnout:

  • Burnout por sobrecarga: pessoas que assumem muitas responsabilidades no trabalho até atingirem o limite do cansaço e pressão;
  • Burnout de sub-desafio: causado pela ausência de reconhecimento no trabalho. Pessoas com esse tipo são pouco engajadas na área que trabalham;
  • Burnout por negligência: pessoas que sentem-se incompetentes e incapazes. Com o tempo podem se sentir desmotivadas e sem suporte da empresa, líderes e colegas.

Além disso, existem três perfis distinto de pacientes que sofrem com essa síndrome:

  • Esgotado: relacionado à depressão no trabalho, a pessoa nesse estado sente muita desmotivação no trabalho e não consegue realizar as demandas;
  • Frenético: perfil de pessoas que têm dificuldade em aceitar erros e falhas, suas ou de outros colegas; assim, preferem trabalhar de maneira solitária, pois são muito perfeccionistas;
  • Desmotivado: não há interesse em crescer na área que trabalha, assim como não há vontade de fazer qualquer coisa relacionada à área que executa na empresa.

Muitos são as formas de manifestação. A grande diferença é que, na maioria dos casos, as doenças tem uma razão conhecida e definida. Enquanto as síndromes, como o Burnout, são quadros sem um veredicto definitivo sobre sua origem e sintomas.

Outros tipos de Burnout

tipos de burnout

Para além do viés profissional, também existe o esgotamento em outras áreas da vida. Dois que têm sido bastante comentados são: o Burnout materno e Burnout afetivo.

Já pensou que uma profissional pode estar tendo o burnout profissional e materno ao mesmo tempo? 🙁

O burnout materno possui sintomas muito parecidos com o burnout no ambiente de trabalho, a diferença é que não é possível pedir férias ou se demitir da função de mãe.

Há sensação de frustração e incompetência, pois ser mãe, para além da romantização, apresenta uma pressão psicológica muito intensa, o que acarreta, também, em desordens físicas e emocionais.

Segundo Karla Sindeaux, psicóloga do Instituto Meraki, o burnout materno (ou mommy burnout) significa:

“estresse prolongado, relacionado não só aos cuidados maternos mas pela maneira como a mãe exerce as múltiplas obrigações nessa fase de vida, desde o nascimento até os 3 anos da criança, que é quando ela exige mais cuidados e dedicação.”

Sendo assim, a mãe deve ter sempre uma rede de apoio para contar, pois assumir essa função sozinha demanda muita energia em vários níveis. Existem formas de ajudar, como:

  • Humanizar a figura materna: é uma pessoa que também possui necessidades e precisa de acolhimento;
  • Oferecer ajuda: com benefícios e cuidados à criança para que ela possa ter algum momento de descanso;
  • Convidar a mãe para um momento de lazer: para ter momento de descontração;
  • Oferecer escuta ativa: ajuda é sempre bem-vinda em momentos difíceis.

Já o burnout afetivo é concernente aos relacionamentos amorosos.

É usado para se referir a pessoas que apresentam um quadro de exaustão emocional, onde laços afetivos duradouros parecem ser inalcançáveis.

As experiências na área amorosa, para essas pessoas, surgem em forma de frustração e ansiedade, com grande impacto na autoestima.

O burnout afetivo pode ser engatilhado por um bloqueio emocional derivado de experiências amorosas traumatizantes. Atente-se aos sinais:

  • Ausência de interesse em se relacionar amorosamente com outra pessoa;
  • Sente que perdeu o prazer em atividades que outrora eram agradáveis;
  • Sente-se preso em uma constante de pensamentos que relembram experiências de traumas amorosos;
  • O questionamento “será que sou capaz de manter uma relação por muito tempo” é recorrente;
  • Medo da rejeição;
  • Entre outros.

Preste atenção aos sintomas e procure ajuda profissional. Conte com o Guia da Alma: plataforma de saúde mental.

O Burnout afetivo pode também se estender para os relacionamentos interpessoais, é preciso ter atenção.

Quais os sintomas do Burnout?

Quais os sintomas do burnout?

Foto: ORION_production – Envato

Segundo a psiquiatra Alexandrina Meleiro, do Instituto de Psiquiatria da Universidade de São Paulo, quando uma pessoa está com a Síndrome de esgotamento profissional (ou Síndrome de Burnout), ela sente que:

“o trabalho começa a perder qualidade e o funcionário vai ficando embrutecido, crítico, desligado.

Na hora que há esse desligamento, podem começar a aparecer sintomas físicos, como dor de cabeça, na nuca, no estômago, problemas de pele e infecções urinárias, porque a imunidade cai”.

Além disso, o colaborador sente-se constantemente exausto fisicamente, apresentando reações negativas diante das dificuldades, improdutividade e falta de interesse no trabalho.

Ao notar o início de algum sintoma, procure tratamento profissional, pois, se não tratada, a síndrome pode resultar em um estado de depressão profunda.

Observe como a sua vida profissional está:

  • Sente que ela pode estar impactado a sua vida pessoal ou a sua saúde (física/mental/emocional)?
  • Como está o seu corpo quando você inicia e termina o expediente? Há sintomas de desconfortos físicos, como dor de cabeça problemas de respiração?
  • Sente-se desanimado com o trabalho e com dificuldade de concentração para cumprir as demandas?

Esses são indícios de que algo não vai bem. Vamos entender os sintomas do esgotamento (cansaço extremo) profissional podem apresentar:

Esgotamento mental

Esgotamento mental

No trabalho, alguns profissionais podem preocupar-se em demasia com as demandas e deixar as necessidades pessoais em segundo plano, o que acarreta no esgotamento mental.

Virar a noite trabalhando e não descansar ou se divertir, por exemplo, são fatores que causam desgaste físico e mental, podendo desencadear a síndrome de burnout.

Uma característica do esgotamento mental é que a mente não para de pensar no trabalho, colocando-o acima das necessidades pessoais.

É comum que essas pessoas, apenas focadas no trabalho e sem respeitar o próprio lazer, busquem o relaxamento em outros vícios, como o alcoolismo e/ou substâncias psicoativas.

O esgotamento mental também pode originar uma depressão severa, por isso reitero a importância de sempre estar atento aos sintomas e procurar ajuda profissional!

Atente-se aos sinais de esgotamento mental:

  • Incapacidade de se desligar do trabalho;
  • Mente acelerada e preocupada;
  • Autocobrança excessiva;
  • Preferência em fazer as atividades do trabalho de forma solitária;
  • Estresse extremo;
  • Depressão;
  • Problemas de memória;
  • Cansaço mental;
  • Ansiedade;
  • Mudanças bruscas de humor;
  • Isolamento da vida social;
  • Ideias suicidas;
  • Ausência de energia para resolver problemas no trabalho.

Esgotamento emocional

Esgotamento emocional

No decorrer da nossa vida, experienciamos vários estados emocionais, passando por alterações de humor e de sentimentos. Para estarmos com a saúde emocional em dia, nossas emoções precisam estar em equilíbrio.

Uma pessoa com esgotamento emocional, está com os níveis em excesso de emoções como raiva, medo e tristeza.

Esgotamento emocional é derivado do excesso. Excesso de emoções negativas, excesso de sensação de pressão com as responsabilidades, excesso de nervosismo e ansiedade com o futuro… a pessoa se sente pressionada e perdida, e não consegue se colocar como prioridade.

Alguns sintomas do esgotamento emocional:

  • A pessoa dorme e nunca acorda se sentindo descansada;
  • Vontade de chorar aparentemente “do nada”;
  • Negativismo;
  • Agressividade e irritabilidade;
  • Alterações repentinas de humor;
  • Prefere aceitar situações desconfortáveis do que enfrentá-las;
  • Possuem uma ambição excessiva, aceitando mais responsabilidades do que conseguem dar conta;
  • Negligencia as necessidades pessoais, até mesmo coisas básicas, como se alimentar corretamente ou dormir a quantidade de horas necessárias para um sono reparador;
  • Negação dos problemas;
  • Mudanças comportamentais;
  • Baixa autoestima;
  • Vazio interno associado ao sentimento de inutilidade e cansaço.
  • Despersonalização (apatia);
  • Procrastinação e desmotivação para realizar atividades;
  • Exaustão emocional;
  • Baixa autoestima.

Esgotamento físico

Esgotamento físico

Esgotamento e cansaço extremo andam juntos. O esgotamento físico está relacionado ao desgaste do corpo. E também da mente e das emoções, pois sintomas psicossomáticas podem surgir.

Além, disso é comum pessoas com Burnout colocarem a atividade física e alimentação adequada em segundo plano. Isso pode interferir diretamente no desequilíbrio da saúde física.

Alguns sintomas do esgotamento físico:

  • Enrijecimento dos músculos por estresse;
  • Palpitações cardíacas;
  • Dores musculares;
  • Dores de cabeça;
  • Cansaço persistente;
  • Dores estomacais;
  • Falta de energia e disposição;
  • Gripes e resfriados recorrentes;
  • Formigamentos.

Esgotamento social

Esgotamento social

O esgotamento social está ligado aos relacionamentos interpessoais. Na Síndrome do Esgotamento Profissional, a pessoa coloca o trabalho em primeiro lugar e passa a não dar importância em ter uma boa relação com os colegas.

Alguns sintomas do esgotamento social:

  • Distanciamento dos colegas e da vida social;
  • Preguiça de dar atenção às outras pessoas;
  • Irritação e arrogância com os colegas;
  • Absenteísmo;
  • Presenteísmo;
  • Silêncio em reuniões e rodas de conversa.

Será que você está com Síndrome de Burnout?


Como prevenir o esgotamento profissional?

Como se prevenir do esgotamento profissional?

Foto: insidecreativehouse – Envato

Agora que entendemos melhor os sintomas do Esgotamento profissional e suas consequências, vamos entender como colaboradores e empresas podem se prevenir dessa questão.

Colaborador

Colaborador

  • Escute-se: tenha mais autocompaixão consigo mesmo. Para isso, é preciso prestar atenção às suas necessidades, tanto pessoais quanto profissionais. Dedique-se a escrever como está se sentindo todos os dias ou faça ao menos 10 minutos de meditação ao acordar ou ao se sentir estressado;
  • Foque no progresso: se sua vida profissional apresenta problemas, foque no que há de positivo para que você possa recarregar as energias e lidar com os conflitos no trabalho. Reserve um tempo para apreciar o progresso que a sua vida tem realizado no viés pessoal;
  • Cultive amizades: é comum, no trabalho híbrido e remoto, que as oportunidades de encontrar pessoas possam diminuir, já que o trabalho é realizado de forma online. Por isso, é importante você ter o hábito de encontrar-se com amigos e familiares e cultivar um tempo de qualidade;
  • Faça atividade física regularmente: atividade física ajuda a prevenir o esgotamento emocional, físico e mental. Coloque essa prática na sua rotina;
  • Faça atividades que te trazem prazer: ouvir uma música que você gosta, assistir uma série que te deixa feliz… torne esses momentos com você únicos e os transforme em prioridade;
  • Tenha uma boa noite de sono: a privação de sono nos torna mais estressados e mal humorados.
  • Faça terapia: ter apoio terapêutico para gerir nossa mente e emoções é fundamental. Conte com o Guia da Alma: plataforma de saúde mental.

Empresa

Empresa

De acordo com o ISMA-BR, o Brasil é o 2º país do mundo com mais casos de Burnout. O esgotamento profissional no Brasil atingindo 30% dos mais de 100 milhões de trabalhadores segundo a Anamt.

Um desafio para os Recursos Humanos!

Mas sabemos que ações de efeito da gestão, podem dar o apoio necessário para os casos existentes, e prevenir novos!

Disponibilizar ajuda terapêutica e cuidados médicos é essencial quando os sinais de esgotamento se anunciam.

Dentro da empresa é fundamental que a cultura reflita o clima organizacional:

  • Incentive a prática de atividade física entre os colaboradores, podendo ser realizadas atividades em grupo de forma online, como yoga e ginástica laboral, por exemplo;
  • Ações de endormarketing voltadas à saúde mental também são importantes: conteúdos como desse artigo e campanhas podem ajudar os colaboradores a entenderem seus sintomas;
  • Palestras e workshops sobre o tema com dicas de como ter novos hábitos saudáveis pode ser uma boa opção;
  • Oferecer benefícios de saúde mental como a implementação de sessões terapêuticas online mensais para cada colaborador;

Faz sentido para sua empresa? Esses serviços você encontra no Guia da Alma: a solução completa para a Saúde Mental no trabalho.

 

Como lidar com o esgotamento profissional?

Como lidar com o esgotamento profissional?

Foto: halfpoint – Envato

Também separamos algumas dicas sobre como lidar quando já existem casos de Burnout na empresa, e também orientações para o próprio colaborador. Confira:

Colaborador

Colaborador

  • Faça a gestão de seu tempo: liste os compromissos, diferenciando o que é urgente e importante, para que as atividades possam ser realizadas por ordem de importância;
  • Não se isole socialmente: garanta momentos de lazer com amigos e familiares;
  • Não consuma drogas em excesso: álcool e tabaco em demasia podem gerar confusão mental e agravar o quadro;
  • Faça atividades físicas com frequência: o seu corpo produz dopamina de forma natural;
  • Tenha uma rotina do sono: durma pelo menos 8 horas e faça a higiene do sono, se ausentando da tela do smartphone pelo menos 1h antes de dormir;
  • Converse com seu líder e RH: existe algo que poderia proporcionar mais bem-estar ao ambiente de trabalho? Converse sobre isso!;
  • Faça pausas durante o trabalho: as pausas, mesmo no trabalho remoto, são essenciais para ajudar a manter o foco e concentração de maneira saudável;
  • Não acesse demandas do trabalho no seu momento de folga: não veja e-mails e nem mensagens sobre o trabalho, a hora do lazer é para você se desligar totalmente;
  • Evite o perfeccionismo: a vontade de querer tudo perfeito nos estagna e pode te esgotar profissionalmente;
  • Estabeleça um padrão flexível de qualidade: seja mais tolerante com suas falhas e as falhas das outras pessoas, pois cada uma apresenta um resultado diferente para o mesmo propósito.
  • Faça terapia: ter apoio terapêutico para gerir nossa mente e emoções é fundamental. Conte com o Guia da Alma: plataforma de saúde mental.

Empresa

Empresa

O Esgotamento Profissional CID-11, é considerada uma doença profissional passível de trabalhista. Por isso, a empresa precisa ter os cuidados necessários para evitá-la. É importante o RH e líderes estarem sempre atentos aos sintomas de sua equipe.

Para isso, a equipe de Recursos Humanos pode criar medidas protetivas na empresa, como:

  • Melhorar a comunicação interna: o canal de comunicação tem que estar sempre ativo, criando uma relação de confiança entre o colaborador e o RH. Com isso, há um alinhamento de expectativas entre as duas partes, e o colaborador se sente mais seguro para compartilhar se algo aflige ele.
  • Avaliar o bem-estar da equipe através de pesquisas: com ferramentas específicas para análise do time, como um teste que pode ser respondido de forma anônima por todos, é possível identificar quais são os níveis de saúde mental da empresa e quais ações podem ser tomadas para prevenir o esgotamento e focar no bem-estar da equipe;
  • Conte com o Guia da Alma para oferecer benefícios de saúde mental: somos uma solução completa para Saúde Mental no trabalho, desde 2016 ajudando empresas e colaboradores a atingir seu melhor nível de desenvolvimento pessoal e profissional! Nosso método tem como base Prevenção, Tecnologia, Educação e Descompressão.

Temos um programa completo para entender como está a saúde do seu time, e ferramentas para prevenir e aliviar o Burnout (com palestras sobre o tema, e práticas de descompressão). Conheça nossos programas de saúde mental nesse link!

 

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Fundador e CEO do Guia da Alma. Especialista em Saúde Mental corporativa. Especialista em Terapias Complementares. Palestrante e Instrutor de Meditação Mindfulness para Empresas.

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