Autocobrança excessiva: sinais, prejuízos e como melhorar na vida pessoal e profissional?

A autocobrança excessiva pode impactar na vida profissional e no bem-estar mental.
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Será que você sofre de autocobrança excessiva?

Se acaso já se questionou sobre o seu potencial, sentindo-se inseguro por ocupar um determinado cargo, ou receber uma promoção, ou se constantemente sente-se incapacitado diante de seus colegas de trabalho, acreditando que, mais cedo ou mais tarde, você será descoberto como uma fraude em seu ambiente de trabalho… cuidado!

Você pode estar sofrendo da autocobrança excessiva ou síndrome do impostor.

Preocupante, né? É sobre esse tema que o artigo de hoje irá tratar.

Em entrevista com diversos colaboradores de empresas, um dos desafios mais comuns apresentados (e mais prejudiciais para a saúde mental) tem sido a autocobrança excessiva!

Por isso, vou trazer dicas sobre os sinais, consequências e o que fazer!

Esse artigo é direcionado para qualquer pessoa que se cobre muito, ou para RHs que queiram entender melhor essa demanda dos colaboradores.

Sou Rodrigo Roncaglio, CEO do Guia da Alma – a solução completa para a Saúde Mental no trabalho. Boa leitura!


O que é a autocobrança excessiva: sinais

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Foto: Tetiana Soares – istock

Segundo o Dicionário Priberam da Língua Portuguesa, autocobrança significa

“Exigência que um indivíduo faz a si mesmo (ex.: acabe com a autocobrança e o sentimento de culpa)”.

A autocobrança em excesso é o sentimento de exigência triplicado, onde a pessoa sente-se cada vez mais insatisfeita, acreditando que poderia ter cumprido seus objetivos de maneira mais rápida ou mais eficiente, por exemplo.

No âmbito profissional, a autocobrança excessiva pode gerar efeitos opostos aos desejados; ou seja: por mais que haja um esforço em ser melhor, o colaborador sente-se esgotado e desmotivado, podendo desenvolver consequências mais sérias, como a síndrome do impostor e síndrome de burnout.

É muito comum, nas empresas, que a competitividade seja algo aflorado em comum na equipe, fomentando o sentimento de que os profissionais ao seu redor são sempre superiores em suas competências.

Esse sentimento interfere diretamente no crescimento profissional e no plano de carreira dos colaboradores que, mesmo após a realização de várias especializações e até mesmo promoções na área, acreditam que são inferiores onde atuam.

A autocobrança excessiva afeta o bem-estar da equipe como um todo, pois eleva os níveis de ansiedade e estresse no trabalho, gerando um desequilíbrio emocional que paralisa a performance dentro da empresa.

Autocobrança excessiva na vida pessoal

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Segundo o poeta Millôr Fernandes:

“a perfeição é desumana, literalmente desumana, e sua presença como sombra pode ser fonte de muito sofrimento.”

Será que você se cobra em excesso? Esteja atento a essas perguntas:

  • Você sente que os seus objetivos nunca são plenamente alcançados?
  • Você tende a lidar com o sentimento constante de culpa?
  • Você procrastina demais as suas tarefas?
  • Sempre tenta agradar todo mundo e nunca está satisfeito consigo?

A autocobrança faz parte da vida, mas se você respondeu sim à maioria das perguntas acima é preciso mudar o seu comportamento, pois, com certeza, está afetando o seu desenvolvimento pessoal.

Autocobrança excessiva na vida profissional

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Na vida profissional, nos organizamos através de prazos para bater metas; o que significa que sempre há um planejamento para que isso aconteça de forma orgânica.

Mesmo assim, temos que levar em consideração que não somos máquinas e, em alguns momentos, o seu trabalho pode apresentar pontos fracos e falhas que podem ser apontadas para que sejam, mais tarde, avaliadas e melhoradas.

Críticas construtivas sempre serão realizadas para que os colaboradores possam ser lapidados na empresa e busquem alcançar o seu melhor.

Faça uma pergunta essencial para si mesmo(a):

  • A minha autocobrança está afetando o quanto acredito em mim ou no meu potencial?

Se a resposta for sim, você provavelmente sente-se mais impactado do que o normal com as críticas sobre o seu trabalho. É hora de rever a forma como pensa sobre si e tentar buscar ajuda nesse processo.

Adiante te darei dicas do que fazer e como a empresa pode ajudar o colaborador nesse tipo de problema.

Esse é um assunto extremamente importante, pois o profissional fica aprisionado num ciclo interminável de sentimento de incapacidade, tentando estar sempre um passo à frente dos seus colegas, buscando superar as próprias metas para mostrar a si mesmo que consegue melhorar.

Em nível desequilibrado gera uma pressão interna que bloqueia possíveis resultados positivos, pois por mais que se dedique, o colaborador com esse pensamento sempre irá achar que nada está bom o suficiente. Seu esforço e dedicação são invalidados em prol de uma régua que ninguém pode alcançar.

Continue lendo este artigo para entender mais sobre autocobrança, como melhorar esse problema e quais as suas consequências mais graves.

Consequências da autocobrança excessiva

imagem de consequências da autocobrança excessiva

Foto: Poike – istock

De modo geral, o impacto principal é no bem-estar mental que a autocobrança excessiva causa no colaborador, acarretando em:

  • Crises de ansiedade;
  • Baixa autoestima;
  • Esgotamento mental e físico;
  • Síndrome de burnout-CID;
  • Síndrome do impostor;
  • Depressão;
  • Entre outros.

A autocobrança em excesso e a síndrome do impostor andam de mãos dadas: isso significa que a insegurança se tornou protagonista e tomou o lugar do bem-estar no trabalho.

Quem lida com esse problema sempre está em sofrimento, com medo de que os líderes possam pensar as mesmas características negativas que ele pensa sobre si, acreditando, sempre, que estão no cargo que atuam por algum erro, pois não são competentes o suficiente para tal atividade.

Pessoas com a autocobrança excessiva também possuem uma extrema dificuldade de receber elogios, por acreditar que não os merecem.

Dessa forma, não creem no próprio potencial para serem promovidos, pois a sensação de medo do fracasso é constante.

Essa insegurança afeta a produtividade no trabalho, podendo levá-lo ao afastamento da empresa.

Autocobrança excessiva e a síndrome do impostor

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Foto: valentinrussanov – istock

Como já foi dito: a autocobrança excessiva e a síndrome do impostor andam de mãos dadas e todos podem estar sujeitos a desenvolver esse problema.

Michelle Obama, esposa do ex-presidente americano Barack Obama, revelou, em discurso:

“Entrar em uma faculdade de elite, quando o seu orientador vocacional no colégio disse que você não era boa o suficiente, quando a sociedade vê crianças negras ou de comunidades rurais como ‘não pertencentes’… Eu, e muitas outras crianças como eu, entramos ali carregando um estigma. Hoje em dia, crianças mais jovens chamam isso de Síndrome de Impostor. Sentem que não cabem ali, não pertencem. Eu tive de trabalhar duro para superar aquela pergunta que (ainda) faço a mim mesma: ‘eu sou boa o suficiente?’. É uma pergunta que me persegue por grande parte da minha vida. Estou à altura disso tudo? Estou à altura de ser a primeira-dama dos Estados Unidos?”

O discurso da ex-primeira dama dos Estados Unidos chama a atenção e suscita a reflexão sobre essa síndrome que nos faz acreditar que não somos merecedores de sucesso na área que atuamos ou que não somos bons o suficiente para pertencer a um lugar de reconhecimento.

Segundo pesquisa da Universidade Dominicana da Califórnia, a síndrome do impostor impacta a vida de 70% das pessoas bem-sucedidas profissionalmente, onde a maioria são mulheres.

É preciso haver, então, o questionamento: a síndrome do impostor é um problema de origem social? Vamos aos dados!

  • Segundo pesquisa realizada pelo Linkedin, as mulheres possuem propensão 20% menor do que um homem para se candidatar a uma vaga;
  • Um estudo realizado pela Universidade da Geórgia, onde foram realizadas entrevistas com executivas influentes, afirmou que 70% delas sentem-se uma fraude, ou seja: acham que não merecem os cargos que ocupam;
  • Um relatório redigido pela empresa de tecnologia HP mostrou que as mulheres que trabalham na empresa só se candidatariam para uma determinada vaga se preenchesse 100% dos requisitos, enquanto os homens se candidatariam mesmo possuindo apenas 60% das competências exigidas;
  • O estudo Síndrome da Impostora, da KPMG, nos EUA, revelou que, das 700 executivas entrevistadas, 75% já vivenciaram a síndrome do impostor na área profissional…

Enfim, são inúmeras pesquisas e os dados não mentem: as mulheres são as mais afetadas com a síndrome do impostor ou da impostora.

Isso significa que a empresa deve focar na diversidade de gênero na contratação de cargos de liderança.

Um estudo do Boston Consulting Group (BCG) afirmou que aumentar a diversidade nos cargos de liderança leva um melhor desempenho financeiro.

Além disso, a consultoria americana McKinsey apurou que empresas que possuem preocupação com a diversidade de gênero são 21% mais lucrativas do que as que não focam nesse problema.

Afinal, essa é uma questão que afeta as mulheres no ramo profissional em todas as áreas. A produtora de cinema Esther Fernández foi chamada para dar aulas na ESCAC, escola onde estudou.

Segundo ela, a aceitação veio junto com um sensação forte de pânico:

“Tinha insônia, suava. Inventei uma desculpa para que colocassem minhas aulas para o próximo semestre. Sentia que não tinha nada a oferecer porque não havia produzido filmes de 30 milhões de euros (198 milhões de reais). Por fim, precisei falar com um coach para que me ajudasse a processar e conseguir fazê-lo.”

O discurso de Michelle Obama, um mulher negra do subúrbio americano, faz mais sentido agora, não é?!

Mas não se engane: mesmo as mulheres ocupando o maior índice dessa síndrome, por um problema enraizado na sociedade, esse é um problema que afeta os dois gêneros em qualquer faixa etária.

Uma pesquisa da Universidade Brigham Young, nos Estados Unidos, entrevistou cerca de 20 alunos de contabilidade.

O resultado mostrou que um em cada cinco alunos já se sentiram impostores em seus cursos.

Vamos ver agora dicas de como lidar com essa autocobrança em excesso?

Como lidar com a autocobrança excessiva

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Foto: Rocky89 – istock

Vamos agora ver dicas de como diminuir a autocobrança no trabalho e na vida e lidar com esse problema de maneira saudável.

Reconheça as suas conquistas com autocompaixão

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Observe de maneira generosa a sua trajetória profissional.

Perceba tudo o que você passou para chegar onde passou, tudo o que precisou estudar e todas as habilidades que conseguiu lapidar.

Através dessa autopercepção você conseguirá entender que a sua jornada é valiosa e necessária.

Quando bater o sentimento de incapacidade e autocobrança, imagine a situação com outra pessoa no seu lugar: você a cobraria e a trataria da forma como está se cobrando e tratando?

Os estudiosos Neff e Germer afirmam que a autocompaixão engloba tratar a si mesmo do modo como você trataria um amigo que está passando por algum desafio, mesmo que esse amigo tenha falhado em algum momento ou esteja se sentindo inadequado na vida.

Errar é natural e humano. Falhas são impulsionadoras de melhoras. Não deixe isso afetar o seu percurso de maneira degenerativa. Olhe-se com autocompaixão.

Desenvolva habilidades emocionais

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Esse processo pode te ajudar a lidar com a autocobrança de maneira mais saudável.

O sentimento de insegurança profissional e pessoal pode estar atrelado a um padrão de comportamento ou crenças limitantes que foram construídas ao longo de sua vida.

Reconhecer esse problema através do desenvolvimento da inteligência emocional é lidar com:

  • Padrões emocionais de perfeccionismo;
  • Dificuldade de aceitar críticas ou erros;
  • Dificuldade de administrar conflitos e crises;
  • Entre outros.

Você pode trabalhar as suas habilidades emocionais através de práticas saudáveis, como meditação mindfulness, que pode te ajudar a manter a mente tranquila e em equilíbrio, para que você possa focar em si e em suas capacidades longe das pressões externas e internas.

Não compare as suas conquistas com as dos outros

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Cada crescimento é singular e individual. Ao invés de se comparar com as outras pessoas, procure se inspirar nelas.

Você pode focar no que há de melhor na vida do outro, mas para te impulsionar e inspirar à evolução.

Não utilize o que há de melhor no outro para se inferiorizar. Muitas vezes fechamos os olhos para as nossas qualidades para enxergar o que há de bonito em quem está ao nosso redor, com o intuito de diminuir as nossas conquistas.

Procure policiar esse comportamento: ele não é saudável e te leva ao esgotamento.

Faça terapia

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A terapia é uma maneira eficaz de lidar com a autocobrança e ansiedade que isso causa.

Um profissional certificado é essencial para lidar com a maré de insegurança, esgotamento e medo.

Existem alguns anseios que conseguimos perceber de forma autônoma e existe o caminho do autoconhecimento mais profundo, capaz de quebrar padrões de comportamento.

Muitas vezes precisamos da ajuda de alguém de fora para nos guiar até esse lugar.

Invista em saúde mental nas empresas

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Se você atua na liderança, gestão ou RH de uma empresa, agora entender mais a relevância da saúde mental para a produtividade e bem-estar dos colaboradores dentro das empresas.

Em contato com nossos clientes, percebemos que colaboradores sem níveis de autocobrança tão excessivos e tóxicos tendem a aproveitar melhor os benefícios oferecidos pela empresa, e engajam mais, sem culpa!

Faz sentido para você?

Você pode contar com a Guia da Alma para te ajudar nesse processo!

Somos uma solução completa para Saúde Mental no trabalho, desde 2016 ajudando empresas e colaboradores a atingir seu melhor nível de
desenvolvimento pessoal e profissional!

Nosso método tem como base Prevenção, Tecnologia, Educação e Descompressão, com ferramentas como:

  • Diagnóstico: com ferramentas de dados para saúde mental;
  • Plataforma do Colaborador: para terapia online e conteúdo on demand;
  • Ações Coletivas: como palestras, treinamentos e práticas de descompressão;
  • Mentoria para RH: uma agenda frequente com nossos especialistas para orientar ações estratégicas.

Conheça os programas de Saúde Mental para empresas do Guia da Alma!

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Cofundador e CEO do Guia da Alma. Instrutor de Meditação Mindfulness para Empresas. Tenho diversas formações na área terapêutica como Reiki e Thetahealing. Ajudando a melhorar a saúde mental nas empresas!

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