Foi do desejo de unir o comprovável com o “ainda desconhecido”, que a física quântica teve seu início. E é a essa ciência, que devemos o conhecimento que hoje os cientistas possuem, de que tudo aquilo que existe no Universo é composto de uma matéria-prima comum: energia. Aquilo que nos foi oferecido quando começamos a habitar esse planeta e, também, aquilo que nos foi (e ainda é) permitido criar. Isso, então, abrange as estrelas, o planeta, as montanhas, os mares, os animais, nosso corpo e até mesmo os objetos que nos cercam, como este teclado que agora utilizo para escrever ou esta tela da qual você faz uso para ler neste exato momento.

Nossos olhos não são capazes de perceber essa energia, é verdade, mas isso não significa que ela não exista. Basta pensarmos no campo eletromagnético que nossos aparelhos eletrônicos transmitem constantemente e que nós também falhamos em notar, por mais que permeie nossas vidas e altere em variadas ordens nosso espaço físico.

Essa energia vital (que o yoga chama de prana) sofre contínua transformação, tanto num aspecto macro (como nossa realidade exterior), como também em uma visão de menor escala (como em nosso corpo, por exemplo). No corpo, essa energia está estritamente conectada com a vibração que emitimos através de nossos pensamentos, sentimentos e ações. Assim, aquilo que pensamos e sentimos se torna – em última análise – a pessoa que somos. Mas é preciso lembrar que não estamos condenados a antigas crenças que nos trouxeram até aqui, muito pelo contrário. Por meio de uma nova percepção, somos capazes de nos modificarmos interiormente e com isso produzir uma maravilhosa transformação daquilo que constitui nossa realidade exterior.  E aí reside a palavra-chave deste texto: percepção.

Para que possamos compreender nossa realidade interior, o Universo – em toda sua sabedoria – nos presenteou com um incrível mecanismo de autoanálise, os quais chamamos de chakras. Essas rodas de energia (chakra = roda, em sânscrito) não apenas trabalham ao serviço da manutenção e renovação das energias vitais, como são essenciais para uma percepção mais aguçada do que se passa em nosso corpo sutil.

Quando nossos chakras estão em desarmonia, o local específico em que ele se encontra pode vir a manifestar, no seu aspecto físico, algum tipo de desconforto, dor e até mesmo doença. Em seu aspecto emocional, os chakras que se encontram em desequilíbrio tendem a expressar os sentimentos negativos que ainda possuímos, como a raiva, a mágoa, a ansiedade e também a tristeza. Dentre tantos, são sete os mais relevantes:

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Muladhara Chakra – o chakra da base

 Muladhara (suporte, em sânscrito)

É o chakra básico, representa nosso enraizamento com a existência material e nossa conexão com a vida. Tem cor vermelha e seu bija mantra (o mantra específico para cada chakra) é o LAM. Pode ser associado com Asteya, a capacidade de não nos apropriarmos daquilo que não nos pertence.

 

 

 

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Swadhisthana Chakra: o chakra da energia sexual

 

Swadhisthana (cidade do prazer, em sânscrito)

O chakra das energias sexuais nos convida a estruturar nossas energias femininas e masculinas, além de avaliar nossos relacionamentos e a natureza da energia que utilizamos para mantê-los. Sua cor é laranja e seu bija mantra é o VAM. Tem conexão com Brahmacharya, enxergar-se além do corpo físico em busca de uma maior harmonia com o Todo, viver além dos prazeres carnais.

 

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Manipura Chakra – o chakra da ação, do fazer

 Manipura (em sânscrito, cidade das joias)

Este é o chakra da realização e nos convida constantemente a colocar em prática os sonhos e objetivos que possuímos. Localizado no plexo solar (região do abdômen), é nesse chakra que os praticantes de Chi Kung (Qigong) concentram-se quando desejam realizar algo com a força do Chi (Qi), o que o yoga mais uma vez chamará de prana. É representado pela cor amarela e tem como bija mantra o som RAM. Tem forte ligação com Tapas, o autoesforço.

 

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Anáhata Chakra – o chakra do coração

Anáhata (em sânscrito, câmara secreta do coração)

O chakra que nos conduz ao amor, à compaixão e ao altruísmo. Apresentado com a cor verde e tendo YAM como seu bija mantra, encontra em Ahimsa, a não violência, um grande aliado na caminhada pelo engrandecimento íntimo.

 

 

 

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Vishuddha Chakra – o chakra da expressão e comunicação

Vishuddha (Purificador do sangue, em sânscrito)

Localizado na região da garganta, representa a capacidade de nos expressarmos. Fisicamente tem grande atuação na filtragem do sangue, como o próprio nome indica, pela ativação que realiza na glândula tireoide e nas paratireoides. De cor azul-claro, seu bija mantra é HUM. Conecta-se com Satya, aquilo que é correto.

 

 

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Ajna Chakra – o terceiro olho, chakra da intuição

Ajna (Centro de controle, em sânscrito)

Muitas vezes descrito como o “terceiro olho” ou “olho da alma”, representa a capacidade de enxergar as coisas como elas realmente são, não como nós acreditamos que elas sejam. Localiza-se entre as sobrancelhas e é simbolizado com a cor azul-escuro. Seu bija mantra é o OM e pode conectar-se com Saucha, a pureza.

 

 

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Sahashara Chakra – o chakra coronoário, da conexão com o Universo

Sahashara (Lótus das mil pétalas, em sânscrito)

Representado com exatas 972 pétalas e de cor lilás, o chakra coronário abriga o portal que nos leva ao conhecimento verdadeiro e perene do Universo e da vida. Não possui bija mantra e tem profunda ligação com Ishvarapranidhana, a entrega ao absoluto.

 

 

 

Como o leitor pode observar, esse é um tema extenso e profundo, passível de inúmeras interpretações e conclusões. Com o objetivo de adentrarmos um pouco mais no assunto, em um texto próximo iremos compreender como os Chakras podem ser trabalhados e equilibrados através do conhecimento milenar do Yoga. Até breve!

 

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Ana Luísa Meirelles

Terapeuta & Instrutora de Yoga.
Antes de iniciar sua jornada com o yoga, foi terapeuta formada pela Associação Nacional de Psicanálise Clínica e especializou-se no atendimento terapêutico tendo por base conceitos de Carl G. Jung e Louise Hay. Dedica-se ao estudo e à prática do yoga desde 2007, tornando-se professora em 2013 – no mesmo ano em que concluiu sua formação para Instrutores de Yoga, curso reconhecido pela Aliança do Yoga e ministrado por Tales Nunes. Em 2015 fez sua primeira viagem à Índia, onde estudou yoga e meditação com diversos professores. Em março de 2016 fundou o Anáhata Yoga Floripa, um espaço que visa proporcionar saúde e o bem-estar integral do ser.

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