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Autoconhecimento

O vazio existencial e as dores da alma

Como encará-las como oportunidades de reavaliação e autoconhecimento

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O desafio de escrever sobre este tema bateu muito forte na minha alma e me encorajou a contribuir sob a ótica de um vivente real. Falar sobre vazio existencial, em primeiro momento, poderia ser como deixar este texto em branco, aberto e sem respostas ou como escrever várias páginas e não chegar a uma conclusão final.

Este estado, às vezes melancólico, manifesta-se como se fosse um grito de socorro que internamente nos alerta que algo está fora de rota. Neste momento, precisamos rever nossa trajetória, quais passos estamos direcionando aos nossos verdadeiros sonhos e a nossa essência. O vazio existencial dói e pode até adoecer! É uma dor da alma que grita para acharmos o nosso verdadeiro caminho. E é essa dor que nos faz movimentar para um estágio de redescobrimentos e mudanças.

Muitas vezes, o nosso vazio está apenas refletindo a nossa criança, que ao ser abafada, não hesitou em chorar. No papel de adultos (mais conscientes e racionais, conforme esperado), essa responsabilidade é aparentemente mais fácil, embora muitas coisas nos ofuscam de enxergar o essencial e desviam o nosso foco em nutrir também nossas almas. Aqui não cabem julgamentos e preconceitos, o alimento para cada um é na medida de sua fome e da sua capacidade nutricional. Então teremos almas bem nutridas e desnutridas, conforme a dieta pessoal.

Aventurar-se no mar das paixões e incertezas que pulsam em nossa alma é uma forma de desbravar o desconhecido. Este processo de descobertas pode nos trazer dores, verdades difíceis e a necessidade de encarar as consequências de nossas ações e atitudes.

Quem nunca se sentiu sem rumo e para “baixo”, se olhou e perguntou: “Por que estou aqui, afinal? Qual meu propósito?” É muito comum que estas indagações nos aflijam no decorrer de nossa história. Isso traz medo, mas traz também esperança, vontade de atravessar a ponte e ver o que nos aguarda do outro lado.

O vazio existencial nos leva a olhar o mundo como se houvesse ausência de algo, como se as respostas que tivemos até dado momento fossem insuficientes e inadequadas. Deste movimento somos convidados a abrir novas portas, a despertar para outras experiências e novos sentidos. O mais interessante é o movimento, o se jogar para o novo, para a subjetividade de cada ação. Quanto mais movimento, menos vazio.

Não importa onde mais dói, qual tema nos é mais caro e de qual ausência mais sofremos, o importante é e sempre será, o caminho. Somente pela ousadia da caminhada é que novos sabores e respostas serão revelados.

O vazio existencial é uma espécie de uma bússola interna que nos aponta os trajetos, algo que todos nós temos. Cada qual, dependendo de onde se perdeu, após saber usar sua própria bússola chegará a um destino. Assim, cada caminho é único e exclusivamente pessoal. Podemos nos perder e nos reencontrar várias vezes.

A grande oportunidade ao falarmos de algo incompleto (vazio) é a possibilidade de preenchimento, ou melhor, de transbordo. Uma alma quando se completa, vibra, irradia e emite luz, alegrando e contagiando seu ambiente interno e externo.

Convido a encararmos o vazio existencial como uma rica oportunidade de reavaliação e autoconhecimento. Vamos ouvir esta voz interna que nos proclama por uma oportunidade de falar conosco. Vamos sentir a emoção dos medos, dos erros, dos sonhos e encantos. Vamos viver!

É hora de liberdade, de superar o vazio e sentir-se cheio da abundância da vida.

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Vasco Oliveira

Escritor

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Escritor de corpo e alma.

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