Como atingir Samadhi e a Iluminação Espiritual no Yoga?

Conheça Dharana, Dhyana e Samadhi: os 3 passos para a Iluminação!
capa conceitual sobre samadhi: iluminação espiritual no yoga

Os termos “despertar” e “iluminação” são muito falados pelas pessoas e terapeutas, mas muitas vezes, fica confuso entendermos essas expressões e sabermos se estamos no sentido certo. Hoje vamos entender melhor o que significa Dharana, Dhyana e Samadhi: passos para atingir a iluminação espiritual na visão do Yoga!

Eu sou Priscila Almeida, instrutora de Tantra Yoga, reikiana e tethahealer e hoje convido você para seguir até o final comigo para juntos nos aprofundarmos nessa sabedoria milenar do Yoga.


 

Dharana, Dhyana e Samadhi: os 3 passos finais do Yoga de Patanjali

as 8 partes do yoga de Patanjali

O Yoga traz para nós 8 passos que nos levam a este estado, que nesta cultura, chama-se Samadhi: Iluminação!

Basicamente, o Yoga entende que precisamos “domar” nossa mente a fim de que ela sirva para nosso bem-estar pessoal.

“O poder de uma mente concentrada é comparada a uma lâmpada raio laser, que concentra todos os seus raios numa direção…”

Maria Laura Packer, autora do livro “A Senda do Yoga”

Neste artigo iremos nos debruçar sobre os demais passos narrados pelo mestre Patanjali em seus famosos Yoga Sutras.

Ao longo dos últimos meses, abordei as outras partes do Yoga em uma série de artigos. Confira aqui:

Nesses artigos, tratamos sobre os primeiros passos! Eles podem ser considerados uma purificação total, e nos conduzem naturalmente para os demais.

Quando o praticante ou o buscador do autoconhecimento vive com disciplina e foco esses passos, está pronto para conhecer aspectos mais sutis do Ser e alcançar o despertar da consciência!

 

Como atingir a Iluminação espiritual no Yoga?

Iluminação espiritual pelo yoga: mulher meditando na india

Após aprendermos a aperfeiçoar nossa moral, nosso autocuidado com a mente e estudos, a exercitar o corpo, ampliar a respiração e o prana (energia vital) e a controlar nossos sentidos, escolhendo com muito critério o que vemos, comemos, escutamos, falamos, ouvimos e tocamos.

Temos a consciência que tudo é energia e todas alimentam nosso corpo físico, emocional e mental – estamos a um passo de entrar nas três últimas partes descritas nos Yoga Sutras.

Essas últimas são a entrada para um estado meditativo, mas é quase impossível adentrarmos nesse território sem que o trabalho seja feito nos demais itens descritos por Patanjali.

Simplesmente sentar e fechar os olhos no mundo atual não basta para que alcancemos este estado que vamos conhecer agora. Na realidade, assim que praticamos com constância tudo o que tratamos nos posts anteriores, é possível conhecer Dharana, Dhyana e Samadhi, que são as partes finais dos Sutras.

Vamos conhecê-los e compreendermos a fundo:

 

Dharana: Concentração no momento presente

Iluminação espiritual pelo yoga: homem praticando dharana: foco absoluto no agora

Dharana é a concentração absoluta no Agora.

Numa aula de Yoga, quando os alunos praticam ásanas, eles são convidados a perceber a respiração e as partes do corpo envolvidas na postura.

A concentração num ponto pode ser exercitada igualmente pelo canto de um mantra, ou pela repetição do mesmo de maneira meditativa com um japamala. Além disso, é possível concentrar-se em um mantra ou imagem durante a meditação em aula. 

A concentração está sendo bastante afetada devido ao uso indiscriminado da internet e da quantidade de informações que recebemos. Precisamos saber usar a tecnologia ao nosso favor!

Muitas vezes, quando vou almoçar e uso o celular, percebo que a mente demora a voltar ao estado presente. Sinto que a internet acelera minha mente e que as atividades rotineiras exigem presença no Aqui e Agora.

Então, sugiro fazer algumas respirações profundas antes das refeições ou quando perceber que a mente está fora do momento presente.

A concentração também é muito exigida durante nossas atividades profissionais. Então, quando fazemos o que gostamos, torna-se mais fácil se concentrar e uma ótima maneira de treinar esta habilidade.

O domínio da concentração é crucial nos dias de hoje, assim como o discernimento para escolher em quais atividades é necessário nosso empenho e foco diante de tanta informação e possibilidades.

 

Dhyana: Meditação

Iluminação espiritual pelo yoga: mulher praticando dhyana: meditação

Desafiante falar sobre dhyana, pois ela exige muito tempo de dedicação. Ela é um estado de quem consegue a concentração focada (Dharana), citada anteriormente. As ondas mentais são estabilizadas.

De acordo com Patanjali, Yoga é “citta vrtti nirodhah”, ou seja: cessação das flutuações da mente.

Em aula de Yoga, quando o aluno se torna um com a postura e sua respiração pode-se dizer que está neste estado. É um estado de presença total no Aqui e Agora. 

Dhyana é considerada com um foco contínuo e quando a mente para de parecer um macaco que pula de galho em galho.

Há mais paz interior, não o desejo de tê-la. Aquele sentimento da paz propriamente dita em tantos livros e frases de pensadores.

A maioria dos mestres fala que a palavra Dhyana significa meditação. Mas não significa fechar os olhos e evitar pensamentos, não! Seria, sim quando um único pensamento ocupa a esfera da mente, sem que seja interrompido.

Você pode estar se perguntando: por que suprimir as ondas mentais, já que temos uma mente e precisamos dela?

O Yoga não rejeita a mente, e sim a treina para que ela sirva à alma. No nível da mente se encontra o ego, mas além dela está o Ser.

Segundo a instrutora Maria Laura Packer, a mente distraída pode ser comparada a uma lâmpada de 100v, porém difusa.

A natureza comum da mente humana é estar dispersa. Portanto, o Yoga apresenta diversas técnicas para nos concentrarmos e para que a mente entenda que ela é apenas mais um instrumento de percepção. 

 

Samadhi e a Iluminação Espiritual

monge em iluminação espiritual: samadhi

A não identificação com o conteúdo da mente é Samadhi para o mestre Patanjali. Em sânscrito significa contemplação, ou meditação completa.

Seria a colheita do praticante/ buscador que fez da sua rotina a realização dos passos do Yoga, descritos pelo mestre!

A Iluminação Espiritual é experienciada naturalmente pelo iogue que conseguiu incluir na vida diária os ensinamentos de conduta moral, conduta interior, posturas psicofísicas (ásanas), técnicas respiratórias (pranayamas), abstração dos sentidos (prathyahara), concentração (dharana) e foco contínuo num objeto (dhyana). 

No estado de Samadhi, o egoísmo é suspenso, pois deixa-se de se identificar com o corpo, emoções e pensamentos. É uma total comunhão.

Embora, pareça que o Samadhi seja o pote de ouro ao final do arco-íris, é necessário destacar que quanto mais nos apegamos na ideia de o conhecermos, nos afastamos dele. Pois ele surge a partir do silêncio mental, é a consciência absorta em si.

Dizem que quem fala a respeito de Samadhi não o alcançou e quem o conhece, não fala a respeito. 

A iluminação espiritual em si é a quando a pessoa consegue continuamente entrar em Samadhi por vários anos.

De acordo com M. Govindan e Jan Ahlund em “Insights ao longo do Caminho”, Samadhi geralmente vem e vai, pois a resistência da natureza humana repetidamente nos puxa para a consciência comum. 

Como podemos notar, ao longo do estudo sobre os passos de Patanjali, essas 8 partes do Yoga são ensinamentos que nos conduzem da ignorância até o encontro do verdadeiro Eu.

Quanto mais nos conectarmos a ela nas atividades rotineiras, e não somente em templos e igrejas, iremos despertar o divino em nós. E por meio da nossa atitude diária interna e na nossa comunidade, serviremos de exemplos e seremos os grandes influencers a favor do bem na regeneração da Terra.

Assim é! Agradeço você pode estar nesta jornada comigo!

Para conhecer mais meu trabalho, acesse meu Perfil do Guia da Alma. Ali você pode agendar aulas de Yoga e Terapias Online comigo! Namastê!

 


Para finalizar, este lindo poema de Paramahansa Yogananda, mestre que trouxe o Yoga ao ocidente e que alcançou Samadhi. O trecho é do livro “Autobiografia de um Iogue“.

 

Poema Samadhi

guia-da-alma-autobiografia-de-um-iogue-yogananda-capa-srf

“Desfizeram-se os véus de luz e sombra,
Evaporou-se toda bruma de tristeza,
Singrou para longe todo amanhecer de alegria transitória,
Desvaneceu-se a turva miragem dos sentidos.
Amor, ódio, saúde, doença, vida, morte:
Extinguiram-se estas sombras falsas na tela da dualidade.
A tempestade de Maya serenou
Pela varinha mágica da intuição profunda.
Presente, passado, futuro já não existem para mim,
Somente o Eu sempre-presente, fluindo em tudo, Eu, em toda parte.
Planetas, estrelas, poeira de constelações, terra,
Erupções vulcânicas de cataclismos do juízo final,
A fornalha modeladora da criação,
Geleiras de silenciosos raios X, dilúvios de elétrons ardentes,
Pensamentos de todos os homens, pretéritos, presentes, futuros,
Toda folhinha de grama, eu mesmo, a humanidade,
Cada partícula da poeira universal,
Raiva, ambição, bem, mal, salvação, luxúria,
Tudo assimilei, tudo transmutei
No vasto oceano de sangue de meu próprio Ser indiviso.
Júbilo em brasa, freqüentemente abanado pela meditação,
Cegando meus olhos marejados,
Explodiu em labaredas imortais de bem-aventurança,
Consumiu minhas lágrimas, meus limites, meu todo.
Tu és Eu, Eu sou Tu,
O Conhecer, o Conhecedor, o Conhecido, unificados!
Palpitação tranquila, ininterrupta, paz sempre-nova, eternamente viva.
Deleite transcendente a todas as expectativas da imaginação, beatitude do Samadhi!
Nem estado inconsciente,
Nem clorofórmio mental sem regresso voluntário,
Samadhi amplia meu reino consciente
Para além dos limites de minha moldura mortal
Até a mais longínqua fronteira da eternidade,
Onde Eu, o Mar Cósmico,
Observo o pequeno ego flutuando em Mim.
Ouvem-se, dos átomos, murmúrios movediços;
A terra escura, montanhas, vales… oh, líquidos em fusão!
Mares fluindo convertem-se em vapores de nebulosas!
Om sopra sobre os vapores, abrindo magnificamente seus véus,
Oceanos desdobram-se revelados, elétrons cintilantes,
Até que, ao último som do tambor cósmico,
Transfundem-se as luzes mais densas em raios eternos
De bem-aventurança que tudo permeia.
Da alegria eu vim, para a alegria eu vivo, na sagrada alegria me dissolvo.
Oceano da mente, bebo todas as ondas da criação.
Os quatro véus, sólido, líquido, vapor e luz,
Bem levantados.
Eu, em tudo, penetro no Grande Eu.
Extintas para sempre as vacilantes, tremeluzentes sombras das lembranças mortais:
Imaculado é meu céu mental – abaixo, à frente e bem acima;
Eternidade e Eu, um só raio unido.
Pequenina bolha de riso, eu
Me converti no próprio Mar da Alegria.”

Paramahansa Yogananda

Instrutora de Yoga e Terapeuta Reikiana e Tethahealear®.

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