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Autobiografia de um Iogue: a trajetória de um mestre!

Conheça a história e missão de Paramahansa Yogananda.

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Para comemorar o aniversário de Paramahansa Yogananda, que nasceu em 5 de janeiro de 1893, preparamos este artigo especial sobre seu livro Autobiografia de um Iogue.

Acompanhe sua história e sabedoria, na resenha desta incrível obra, com a cofundadora do Guia da Alma, Liana Chiaradia.


 

Autobiografia de um Iogue: a trajetória de um mestre!

Paramahansa Yogananda (1893-1952) foi um iogue e líder espiritual indiano, que teve como missão principal levar os ensinamentos e preceitos da Kriya Yoga para o mundo ocidental.

Se você deseja comprar este livro, clique na imagem abaixo, e será redirecionado para o site da Amazon:


Em 1946 lançou o livro “Autobiografia de um Iogue”, onde narra sua trajetória de vida, desde a infância até a vida adulta. O livro é distribuído pela Self-Realization Fellowship, instituição que fundou em 1920 para disseminar seus ensinamentos pelo mundo.

Existe também um documentário sobre sua vida, que foi lançado em 2014. Chama-se “Awake – A vida de Yogananda”. Assista ao trailer (ative as legendas):

 

Inspirador, né? Eu recomendo assistir ao documentário, porém ele é apenas um convite!

Durante o vídeo sua história é rapidamente resumida, e contada entre depoimentos e notícias. Porém, os grandes segredos sobre a vida e o cosmos, as experiências mágicas de sua vida e a verdadeira essência deste mestre, só estão disponíveis para quem ler sua autobiografia. E é impossível não se apaixonar!

Ler a Autobiografia de um Iogue foi transformador para mim! Eu passei a enxergar o mundo de outra forma, abrindo os olhos da alma.

Trago neste artigo um resumo de sua obra, com citações. Fica aberto o convite para a leitura 🙂

 

Infância e propósito espiritual de Yogananda

Durante os primeiros capítulos de sua autobiografia, Yogananda narra a infância.

Consciente desde o útero de sua mãe, já veio a este mundo com lembranças de quando era um iogue na sua vida passada, entre as montanhas do Himalaia.

“Se o homem é apenas um corpo, a perda desse corpo realmente seria para ele o fim de sua identidade. Se, porém, no decurso de milênios os profetas falaram a verdade, o homem é essencialmente uma alma, incorpórea e onipresente.”

Seu nome original é Mukunda Lal Ghosh e nasceu em 1893 em Gorakhpur (Índia), em meio a uma família bengali. Ainda bebê, sua missão foi prevista por Sri Lahiri Mahasaya, mestre do qual seus pais eram devotos: “Mãezinha, teu filho será um iogue. Como uma locomotiva espiritual, levará muitas almas ao reino de Deus.”

Desde a infância narra acontecimentos especiais, onde podemos perceber que ele já nasceu desperto e conectado com o divino. São lembranças dos primeiros anos de vida,  meditações, conexão com a Mãe Cósmica e materialização – que não contarei em detalhes para deixar vocês instigados a ler!

 

Encontrando o mestre Sri Yukteswar e ensinamentos sagrados

Durante toda sua adolescência, Yogananda esteve em busca de seu mestre espiritual, do qual o rosto conhecia apenas em visualizações. Foi em 1910, quando tinha 17 anos, que encontrou Swami Sri Yukteswar Giri e soube que ele era o mestre que o aguardava.

“Sri Yukteswar: Dou-lhe meu amor incondicional. […]  Você me dará o mesmo amor incondicional?

Yogananda: Vou amá-lo eternamente Gurudeva!

Sri Yukteswar: O amor comum é egoísta, sombriamente enraizado em desejos e satisfações. O amor divino é incondicional, ilimitado, imutável. O fluxo do coração humano desaparece para sempre ao toque extusiante do puro amor.”

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Sri Yukteswar e Yogananda

Viveu quase 10 anos em seu eremitério como fiel discípulo, dos quais relata sua evolução espiritual, os ensinamentos do mestre, as experiências de conexão, sua jornada na Universidade de Calcutá e seus votos como monge na Ordem Monástica dos Swamis da Índia. Aqui recebe o nome de Yogananda – que significa bem-aventurança suprema (ananda), através da união divina (yoga). Também narra experiências na escola espiritual que fundou em Ranchi, em 1917: a Yogoda Satsanga Society of India.

Deixo aqui alguns dos meus trechos e ensinamentos preferidos desta parte do livro:

“Um mestre – aquele que se conhece como alma onipresente, e não como ego ou corpo – percebe em todos os homens uma semelhança espantosa. A imparcialidade dos santos está enraizada na sabedoria.”

 

“No primeiro estado de Samadhi* (sabikalpa), o devoto elimina todo testemunho sensorial do mundo exterior. É então recompensado por sons e cenas de reinos internos, mais belos do que o prístino Éden.”

*Estágio da meditação, onde se atinge comunhão com o Universo.

 

“A intuição é a orientação da alma, que surge naturalmente na pessoa quando sua mente está tranquila. Quase todos já tiveram a experiência de um pressentimento inexplicavelmente correto, ou já transmitiram seus pensamentos com exatidão a outra pessoa.

A mente humana, quando livre de perturbações ou da estática da inquietude, tem o poder de realizar todas as funções dos complicados mecanismos de rádio – enviar e receber pensamentos ou deixar de sintonizar os indesejáveis. Assim como a potência de uma estação retransmissora é regulada pela carga de energia elétrica que pode utilizar, a eficiência de um rádio humano depende do grau de força de vontade de cada pessoa.

Todos os pensamentos vibram eternamente no cosmos. Em concentração profunda, um mestre pode detectar os pensamentos de qualquer pessoa, viva ou morta. A origem dos pensamentos é universal e não individual; uma verdade não pode ser criada, apenas percebida. Todo pensamento errôneo de um homem resulta de uma imperfeição, pequena ou grande, em seu discernimento. O objetivo da ciência da yoga é acalmar a mente para que, sem distorções, ela possa ouvir o infalível conselho da Voz Interna.

O rádio e a televisão trouxeram instantaneamente a voz e a visão de pessoas remotas ao convívio de milhares de ouvintes e espectadores: as primeiras frágeis insinuações científicas de que o homem é espírito onipresente. Embora o ego, nas mais bárbaras formas, conspire para escravizá-lo, o homem não é um corpo confinado a um ponto no espaço, mas é, em essência, alma onipresente.”

 

A missão de Paramahansa Yogananda

Yogananda teve uma importante missão e realizou seu trabalho de forma grandiosa: ele foi responsável por disseminar o conhecimento de Kriya Yoga e meditação no oriente e ocidente e por reunir teorias científicas para provar seus efeitos; por unir religiões e mestres e mostrar que o propósito do amor é o mesmo.

É impossível não surpreender e emocionar-se com o capítulo “A Lei dos Milagres” onde Yogananda fala sobre o mundo de dualidade em que vivemos, fundamentado na lei de maya (ilusão), ou o princípio da relatividade.

Ele escreveu abertamente sobre a luz, éter, materialização e desmaterialização de mestres através da física quântica. Para ele “a consciência de um iogue perfeito identifica-se facilmente não como um corpo limitado, mas como a estrutura universal.”

Ainda no mesmo capítulo, relata uma experiência onde vivenciou a morte e um encontro com Deus, onde ele revela a grande verdade por baixo do véu de maya. Mas essa verdade vou deixar para quem ler a Autobiografia de um Iogue! É um história emocionante, impossível de contar com a mesma essência!

No capítulo “A ciência do Kriya Yoga” ele também explica a prática através de métodos científicos:

“Kriya Yoga é um método simples, psicofisiológico, pelo qual o sangue humano se descarboniza e é recarregado com oxigênio. Os átomos desse oxigênio extra são transmutados em corrente vital para rejuvenescer o cérebro e os centros das coluna vertebral. Sustando a acumulação de sangue venoso, o iogue pode diminuir ou evitar a degradação dos tecidos. O iogue adiantado transmuta suas células em energia. Elias, Jesus, Kabir e outros profetas foram, no passado, mestres no uso de Kriya ou de técnica semelhante, pela qual materializavam ou desmaterializavam seu corpo.”

“Yoga é um método para restringir a turbulência natural dos pensamentos. Estes, se não forem dominados, impedem todos os homens, imparcialmente, em todas as terras, de vislumbrar sua verdadeira natureza, que é Espírito.”

“Nos estados iniciais de comunhão com Deus (sabikalpa samadhi), a consciência do devoto funde-se com o Espírito Cósmico. A força vital é retirada do corpo, que então parece “morto”, ou imóvel e rígido. O iogue possui plena consciência de seu estado físico de animação suspensa. Todavia, à medida que progride para estados espirituais mais elevados (nirbikalpa samadhi), comunga com Deus sem a imobilidade física; e o faz em sua consciência normal de vigília, até em meios aos exigentes deveres mundanos.”

 

Legado na América e no mundo

Yogananda recebeu o chamado de ir para a América em 1920. O mestre espiritual e avatar Babaji lhe fez uma visita antes da partida, dizendo: “Foi você quem eu escolhi para difundir a mensagem da Kriya Yoga no Ocidente. Há muito tempo, encontrei seu guru Yukteswar num Kumbha Mela e lhe disse então que o enviaria para treinamento. Kriya Yoga, a técnica científica de realização divina, terminará por difundir-se em todas as terras e ajudará a harmonizar as nações por meio da percepção pessoal e transcendente que o ser humano terá do Pai Infinito.”

Nos Estados Unidos fez inúmeras palestras e fundou a Self-Realization Fellowship para difundir pelo mundo os ensinamentos da milenar ciência e filosofia da yoga e a imemorial tradição da prática da meditação.

Não foi uma tarefa fácil levar os antigos ensinamentos para um país capitalista e pós-primeira guerra mundial. Yogananda sofreu muito preconceito e desconfiança durante seus anos lá, mas encontrou também queridos amigos e seguidores, que o ajudaram a cumprir sua missão.

Um deles foi Luther Burbank, “um Santo entre as Rosas”, ao qual dedicou a Autobiografia de um Iogue. Horticultor norte-americano, que desenvolveu mais de 800 variedades de plantas e dizia que “o segredo para melhorar o cultivo das plantas é o amor.”

Em 1935, Yogananda retornou à Índia, a pedido de seu amado mestre Sri Yukteswar, que lhe concedeu o título de Paramahansa – que significa “cisne supremo” (símbolo de discernimento espiritual), que alcançou o nível mais elevado de união com Deus.

Sri Yukteswar Giri partiu do mundo no ano seguinte. Foi uma difícil experiência para Yogananda, mas que foi compensada com sua aparição pouco tempo depois. No capítulo “A ressurreição de Sri Yukteswar” o emocionante encontro dos dois é marcado por relatos do mestre em outro plano, revelando a realidade das leis cósmicas.

“Neste capítulo de minha autobiografia obedeci às ordens de meu guru e divulguei as boas-novas, mesmo que elas confundam uma geração cética cada vez mais.”

Mais uma vez, impossível de descrever em resumo as mensagens ali transmitidas. Fica o convite a leitura para os que estão preparados!

Em 1936 retornou a América, onde continuou suas palestras, orações e abriu templos com a ajuda de seus devotos. Nos últimos anos da vida, passou a maior parte do tempo em retiros para completar suas obras escritas.

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Foto: Self Realization Fellowship

Em 1952, Yogananda entrou em mahasamadhi (abandono consciente do corpo no momento da morte), durante um evento em Los Angeles.

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Paramahansa Yogananda, antes de entrar em mahasamadhi.

“A morte não é o apagar da existência, a derradeira fuga da vida; nem é a porta para a imortalidade. Quem perdeu o Eu nas alegrias terrenas não o recapturará entre os delicados encantos do mundo astral. Ali ele simplesmente acumula percepções mais refinadas e reações mais sensíveis ao belo e ao bem, que são a mesma coisa. É na bigorna deste planeta grosseiro que a pessoa precisa lutar para forjar o ouro imperecível da identidade espiritual. Exibindo em sua mão o tesouro arduamente ganho, único presente aceitável para a Morte voraz, o ser humano conquista a libertação definitiva dos ciclos de reencarnação física.”

“A verdade não é uma teoria, nem um sistema filosófico especulativo, nem um insight intelectual. A verdade é correspondência exata com a Realidade. Para o homem, a verdade é o inabalável conhecimento da sua natureza real, do seu Eu como alma.”

“A função abençoada da Kriya Yoga no Oriente e no Ocidente está apenas começando. Possam todas as pessoas vir a saber que existe uma técnica científica, definida, para alcançar a Autorrealização e superar todo o sofrimento humano!”

 

Os importantes registros dos mestres sagrados

Uma das mais preciosas contribuições da Autobiografia de um Iogue são os registros dos diversos santos e santas que habitaram a Índia e outros países naquele tempo.

Yogananda fez questão de visitar mestres divinos em vários países. Você com certeza vai se impressionar lendo sobre Swami Pranabananda – “O Santo de Dois Corpos”, Ram Gopal Muzumdar – “O santo que não dorme”, Nagendra Nath Bhaduri – “O Santo que Levita”, Ananda Moyi Ma – “A Mãe Impregnada de Alegria”, o encontro com Mahatma Gandhi – que pediu para ser iniciado em Kriya Yoga -, e tantos outros relatos!

Yogananda também fez importantes registros sobre a vida e lições dos mestres da Kriya Yoga. Foi neste livro que Babaji foi revelado ao mundo pela primeira vez! Também foi neste livro que importantes partes da vida e ensinamentos de Lahiri Mahasaya e Sri Yukteswar foram revelados.

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Babaji, Lahiri Mahasaya e Sri Yukteswar

Lendo a Autobiografia de um Iogue eu ficava muito curiosa sobre onde estariam estes santos do nosso tempo? E a resposta é que eles existem, e os antigos mestres continuam existindo. É só você se conectar a eles! 🙂

Eu mesma tive experiências e já ouvi muitos relatos sobre encontros com os mestres sagrados em vida ou através de meditações, sonhos, canalizações e visualizações.

Desperte a luz e o amor interior. Conecte-se com fé, devoção, gratidão e amor!


 

Já leu a Autobiografia de um Iogue? Ficou com interesse em ler?

Ele está disponível na Amazon com cópias limitadas, aproveite!


 

Conheça outros livros escritos por Paramahansa Yogananda

 


 

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Liana Chiaradia

Cofundadora do Guia da Alma, designer e reikiana.

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Designer gráfico e ilustradora de profissão, ariana por natureza, cofundadora do Guia da Alma de coração. Apaixonada por música, artes e culinária. Eterna viajante, acredita que a beleza da vida está em novos horizontes, nos pequenos detalhes e na conexão com o Universo.

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