Como se livrar da dependência emocional? a Psicanálise pode ajudar!

Veja como a Psicanálise pode ser sua aliada para superar a dependência + Teste para identificar os sintomas!
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A dependência emocional na Psicanálise é um tema relevante para a saúde mental e o bem-estar emocional das pessoas envolvidas.

Compreender seus padrões de relacionamento e buscar a autorreflexão são passos essenciais para alcançar relacionamentos mais equilibrados e satisfatórios, permitindo que cada indivíduo desenvolva sua própria identidade e independência emocional.

Sou Lourdes Maria Rivera, terapeuta psicanalítica Guia da Alma. Boa leitura! 


O que é dependência emocional? Significado!

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Foto: Paolo Cordoni – istock

Falando de maneira bem simplificada, a dependência emocional envolve uma forte ligação emocional e psicológica de uma pessoa em relação a outra, manifestando-se na maioria das vezes em relacionamentos amorosos, mas também pode ocorrer em relação a amizades, familiares ou até mesmo em relação ao trabalho ou a um objeto.

A expressão da dependência emocional acontece através de uma excessiva necessidade de afeto, aprovação, validação ou atenção da pessoa por quem se desenvolveu a dependência. Isso leva a um desequilíbrio na relação.

Por que? Porque a pessoa dependente coloca o outro no centro de sua vida, perdendo a sua própria identidade e autonomia, tornando-se submissa e carente em busca da satisfação emocional.

Essa busca por atenção e aceitação pode levar a um ciclo vicioso de comportamentos negativos, prejudiciais e até autodestrutivos.

Veja: é praticamente impossível falar em dependência emocional sem falar em amor.

Do ponto de vista psicanalítico podemos dizer que o amor sempre tem um componente narcísico porque não amamos o outro simplesmente pelo que o outro é, mas principalmente pelo que admiramos nele que é parecido conosco.

Na verdade, o que amamos é o efeito que aquela pessoa provoca em nós.

Nesse sentido, a dependência emocional funciona parecido com a dependência em substâncias que, da mesma forma, provocam um determinado efeito em nosso corpo. Em geral, os efeitos são nocivos, como veremos adiante.

Tipos de dependência emocional

ícone de Tipos de dependência emocional

  • Dependência emocional em relacionamentos amorosos: aqui, a pessoa coloca seu parceiro(a) como centro de sua vida e busca constantemente a aprovação e validação dele(a). Ela pode se sentir ansiosa, insegura e com medo de ser abandonada, o que pode levar a um apego emocional excessivo;
  • Dependência emocional em amizades: neste tipo, a pessoa pode evitar tomar decisões importantes sem a opinião dos amigos e se sentir perdida ou vazia quando não está na companhia deles;
  • Dependência emocional em familiares: esse tipo de dependência se manifesta quando a pessoa se torna excessivamente dependente de um ou mais membros de sua família, buscando constantemente sua aprovação e afeto. Pode, da mesma forma, ter dificuldade em tomar decisões importantes sem a orientação dos familiares e se sentir mal quando não está perto deles;
  • Dependência emocional no ambiente de trabalho: nesse caso, a pessoa pode desenvolver uma dependência emocional de um colega de trabalho ou de seu chefe. Ela pode sentir que precisa da aprovação e reconhecimento constante dessas pessoas para se sentir valorizada e competente;
  • Dependência emocional em relação a objetos: esse tipo de dependência ocorre quando a pessoa se apega emocionalmente a objetos materiais. Ela pode sentir que esses objetos são essenciais para sua felicidade e segurança emocional;
  • Dependência emocional em relação a substâncias: nesse tipo de dependência, a pessoa busca refúgio emocional em substâncias, como álcool, drogas ou medicamentos, para lidar com seus sentimentos e emoções.

Como saber se tenho dependência emocional? Teste de Dependência emocional: sintomas e sinais!

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Foto: FG Trade – istock

Teste de dependência emocional

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Lembre-se de que um teste como esse é apenas uma ferramenta inicial e não substitui uma avaliação profissional.

Se você estiver enfrentando dificuldades emocionais ou perceber que a dependência emocional está afetando negativamente sua vida, considere agendar uma consulta comigo para um acompanhamento mais aprofundado.

Dependência emocional e Psicanálise: causas

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Foto: KatarzynaBialasiewicz – istock

Essas razões são inúmeras e complexas, muitas vezes relacionadas a experiências da infância que abarcam sentimentos de:

  • Abandono;
  • Traumas emocionais;
  • Autoestima reduzida;
  • Déficits em habilidades sociais e de comunicação;
  • Diversos outros fatores.

Frequentemente, a dependência emocional surge como uma estratégia para confrontar sensações de vazio, solidão e inadequação.

Nesse cenário, os indivíduos buscam refúgio em relacionamentos, visualizando-os como fonte de preenchimento emocional. Isso ocorre porque a pessoa em questão não acredita em sua capacidade de encontrar plenitude em si mesma.

Impacto da infância e das relações parentais

ícone de Impacto da infância e das relações parentais

 

A psicanálise sustenta que tudo que ocorre nos primeiros anos de vida desempenha um papel decisivo na formação da personalidade de um indivíduo.

Donald Winnicott, um proeminente psicanalista britânico e médico pediatra (1896 – 1971), afirmava que

“no começo, éramos, em todos os aspectos, dependentes, e quando digo todos, quero dizer absolutamente todos.”

Em outras palavras, o bebê não sobrevive sem a presença de um adulto, preferencialmente alguém que o ame suficientemente, tanto do ponto de vista fisiológico quanto, possivelmente, mais crucialmente, do ponto de vista psicológico.

Este mesmo especialista, que se concentrou na dinâmica mãe-bebê, explica que em um estágio particular de desenvolvimento, o bebê deve progredir de um estado denominado fusional com a mãe na psicanálise – no qual o bebê se confunde com a mãe, ainda não percebendo-se como um ser distinto daquele que o alimenta fisicamente e emocionalmente – para outro momento em que o bebê começa a reconhecer o Outro como algo separado de si.

“Esse ponto de transição é descrito como aquele em que a criança supera uma forma narcísica de relação com o objeto, (…) deixando para trás a ideia de dependência, que é tão essencial nas fases iniciais, quando a criança ainda não tem total consciência de que certos elementos não são uma extensão dela, mas que, entretanto, são cruciais para o seu desenvolvimento emocional e autonomia.”

Lembra da menção anterior sobre o amor ter um componente narcísico, isto é, a identificação com o objeto amado devido à semelhança conosco?

Bem, se o bebê não estabelecer essa distinção adequada entre si mesmo e a mãe, como ilustrou Winnicott, isso pode resultar, quando adulto, no desenvolvimento de uma dependência emocional quando se apaixonar.

Intrincado? Sem dúvida, a dependência emocional é um fenômeno extremamente complexo. No entanto, vamos tentar aprofundar um pouco mais.

Por exemplo, embora a psicanálise reconheça que tudo se origina na infância, não podemos garantir que uma infância específica assegurará que alguém não desenvolverá dependência emocional, visto que a formação emocional é um processo intrincado e multifacetado, influenciado por inúmeros fatores.

Ainda assim, certas experiências e condições na infância podem contribuir para o estabelecimento de uma base emocional mais saudável e resiliente, diminuindo a probabilidade de dependência emocional.

Dentre os elementos de uma infância satisfatória, que podem prevenir a dependência emocional e promover uma autonomia emocional mais robusta:

  • Relações de apego seguro: sentir que os cuidadores proporcionam uma relação de apego seguro na infância pode fundamentar uma base sólida para o crescimento emocional. Relações seguras geralmente auxiliam a criança a desenvolver confiança, expressar emoções e lidar com o estresse de maneira saudável;
  • Empatia e carinho: receber afeto e empatia dos pais e cuidadores ajuda a criança a construir autoestima positiva e compreender suas próprias emoções, bem como as emoções alheias;
  • Ambiente estável e previsível: um ambiente familiar estável e previsível pode conferir à criança segurança emocional e auxiliar no desenvolvimento de estratégias para lidar com desafios emocionais. De fato, a previsibilidade é um elemento crucial para uma evolução emocional saudável na criança. Rotina e disciplina são essenciais. Surpresas e desorganização no ambiente, horários, etc., causam ansiedade e geram inquietação;
  • Estímulo à independência: permitir que a criança explore e desenvolva habilidades de forma independente, com orientação e apoio dos cuidadores, contribui para uma autonomia emocional mais sólida;
  • Incentivo à expressão emocional: encorajar a criança a expressar suas emoções de maneira saudável e apropriada, sem julgamento ou repressão, contribui para o desenvolvimento de habilidades de comunicação emocional. Nada de reprimir o choro, por exemplo;
  • Resolução positiva de conflitos: observar e aprender com a resolução saudável de conflitos entre os cuidadores pode ensinar à criança habilidades valiosas para lidar com desentendimentos e questões emocionais no futuro. Não faça por ela. Deixe-a errar sem medo de tentar. Depois, ensine-a. Elogie quando completar pequenas tarefas com sucesso;
  • Habilidades de autorregulação: aprender habilidades para regular as próprias emoções, como identificar sentimentos e encontrar maneiras saudáveis de lidar com o estresse, é fundamental para construir independência emocional. Estimule-a a expressar seus sentimentos sem medo!

Dependência emocional na vida adulta

ícone de Dependência emocional na vida adulta

Características de uma pessoa com dependência emocional:

  • Necessidade constante de aprovação e validação: indivíduos dependentes emocionais buscam incessantemente a aprovação de seus parceiros ou daqueles dos quais são emocionalmente dependentes, priorizando as necessidades desses indivíduos em detrimento das suas próprias;
  • Medo intenso de abandono: um receio acentuado de perder o relacionamento é uma característica marcante, frequentemente levando a comportamentos controladores e possessivos;
  • Autoestima baixa: pessoas dependentes emocionais tendem a sentir-se inadequadas e com baixa autovalorização, alimentando a necessidade de se vincularem a alguém;
  • Abandono de interesses e necessidades pessoais: com o intuito de agradar o outro, indivíduos dependentes emocionais podem sacrificar seus próprios interesses e necessidades, perdendo sua identidade;
  • Ciúmes excessivos: a insegurança pode gerar ciúmes e desconfiança, deteriorando ainda mais o relacionamento;
  • Dificuldade em tomar decisões: pessoas dependentes emocionais podem evitar tomar decisões por si próprias e procurar constantemente a opinião e orientação do parceiro;
  • Anulação pessoal: aqueles que são dependentes emocionais priorizam as necessidades do outro, muitas vezes ignorando suas próprias vontades e sentimentos.

Outros possíveis sinais ou sintomas:

  • Necessidade de pertencimento: o temor à solidão e a ânsia por pertencer a um grupo podem conduzir à dependência emocional, em busca de aceitação e conexão com os outros;
  • Carência de autonomia emocional: indivíduos com dificuldades em lidar com suas próprias emoções podem procurar nos outros um tipo de apoio emocional para auxiliar na gestão de seus sentimentos;
  • Idealização excessiva do parceiro(a): colocar o(a) parceiro(a) num pedestal e idealizá-lo(a) pode levar à dependência emocional, onde a pessoa dependente atribui ao outro a capacidade de satisfazer todas as suas necessidades emocionais;
  • Medo de abandono: o receio intenso de ser deixado(a) ou rejeitado(a) pode resultar na busca constante por aprovação e validação, a fim de evitar essa sensação de abandono;
  • Codependência: indivíduos propensos à codependência tendem a entrar em relacionamentos caracterizados por um padrão disfuncional de dependência mútua;
  • Histórico de relacionamentos disfuncionais: experiências anteriores em relacionamentos tóxicos ou abusivos podem gerar padrões que se repetem em futuros relacionamentos;
  • Dificuldade em lidar com a solidão: a incapacidade de se sentir confortável estando sozinho(a) pode resultar em uma dependência excessiva de relações interpessoais;
  • Crenças e valores pessoais: algumas crenças e valores individuais podem contribuir para a dependência emocional, como a ideia de não ser digno(a) de amor ou a crença de que a felicidade exige a presença de outra pessoa.

A dependência emocional pode culminar em relacionamentos disfuncionais e tóxicos, nos quais a dinâmica do casal, por exemplo, se baseia em desequilíbrio de poder, manipulação e até mesmo abuso emocional.

Além disso, a pessoa dependente pode experimentar ansiedade, depressão e outras dificuldades emocionais em decorrência do relacionamento insalubre.

ALERTA 1: Pode a dependência emocional evoluir para outros tipos de dependência?

ícone de ALERTA 1: Pode a dependência emocional evoluir para outros tipos de dependência?

Sim, é possível.

Como já mencionado, a dependência emocional é um padrão comportamental que se manifesta nas relações interpessoais, em que o indivíduo busca continuamente aprovação, validação e segurança emocional dos outros, relegando suas próprias necessidades e bem-estar para segundo plano.

Este padrão de comportamento pode ser transferido para outras áreas da vida, originando diversas formas de dependência:

  • Dependência química: em certos casos, a pessoa pode recorrer a substâncias químicas como álcool ou outras drogas para enfrentar suas emoções e preencher um vazio emocional. Isso pode evoluir para automedicação como uma fuga das emoções desconfortáveis;
  • Dependência de relacionamentos: além da dependência emocional em relacionamentos amorosos, a pessoa pode buscar constantemente relacionamentos para evitar a solidão e obter validação emocional. Isso pode se traduzir em um padrão de entrar e sair de relacionamentos que não têm sucesso;
  • Dependência do trabalho: a pessoa pode se tornar excessivamente dependente do trabalho para sentir-se valorizada e evitar lidar com suas emoções ou questões pessoais. Isso resulta em um padrão de comportamento workaholic, onde se acredita que apenas no ambiente profissional se tem valor;
  • Dependência de comportamentos compulsivos: dependência de comportamentos compulsivos, como compras desenfreadas, jogos de azar ou alimentação compulsiva, pode emergir como uma maneira de lidar com emoções difíceis;
  • Dependência de redes sociais: pode-se desenvolver uma excessiva dependência de redes sociais para obter validação e atenção de outros, constantemente buscando aprovação por meio de curtidas e comentários.

ALERTA 2: Existe uma relação entre dependência emocional e casos de feminicídio?

ícone de ALERTA 2: Existe uma relação entre dependência emocional e casos de feminicídio

Sim, existe uma relação entre dependência emocional e casos de feminicídio, embora seja crucial enfatizar que a dependência emocional não é a única causa de feminicídio.

O feminicídio abrange o assassinato de mulheres por motivos relacionados ao gênero e pode estar ligado a diversos fatores sociais, culturais, estruturais e psicológicos.

Entretanto, a dependência emocional pode contribuir para situações de risco para mulheres em relacionamentos abusivos e violentos.

Alguns pontos de conexão entre dependência emocional e feminicídio incluem:

  • Relações abusivas: indivíduos dependentes emocionais podem estar mais propensos a permanecer em relacionamentos abusivos que envolvem violência doméstica (violência física, psicológica, financeira) e controle emocional;
  • Autoestima reduzida: a dependência emocional frequentemente está associada a uma autoestima baixa, levando mulheres a tolerar abusos e aceitar tratamentos inadequados;
  • Receio de abandonar o relacionamento: mulheres dependentes emocionais podem experimentar medo de deixar um relacionamento abusivo devido ao temor da solidão, rejeição ou de não serem capazes de sobreviver sem o parceiro;
  • Manipulação e controle: relacionamentos abusivos frequentemente envolvem manipulação e controle emocional, reforçando a dependência emocional da vítima em relação ao agressor;
  • Isolamento social: em alguns casos, agressores podem tentar isolar a vítima de apoio social, tornando-a ainda mais dependente emocionalmente e limitando suas opções para buscar ajuda.

Como se livrar da dependência emocional?

imagem de Como se livrar da dependência emocional

Foto: Renata Angerami – istock

O caminho rumo à superação da dependência emocional é desafiador, porém possível.

A busca por auxílio profissional, como a psicanálise para dependência emocional, desempenha um papel crucial para compreender as causas inconscientes e forjar estratégias que conduzam a relacionamentos mais saudáveis e equilibrados.

Como resultado do tratamento, o indivíduo pode cultivar sua autoestima, resultando em maior autoconfiança. Ele pode desenvolver habilidades de comunicação mais assertivas e estabelecer limites saudáveis, discernindo claramente entre sua própria identidade e a dos outros.

É uma jornada em que percebe que não depende do outro para sua sobrevivência, um processo que possivelmente não foi suficientemente fomentado durante sua infância.

Como lidar com a dependência emocional familiar

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É viável empreender esforços para fomentar relações mais saudáveis e equilibradas no âmbito familiar. Abaixo estão algumas estratégias a considerar:

  • Reconheça a dependência emocional: o ponto de partida é admitir a existência de dependência emocional dentro do círculo familiar. Identificar padrões comportamentais e dinâmicas relacionais que podem estar alimentando tal dependência é crucial para iniciar o processo de transformação;
  • Busque autoconhecimento: explore suas próprias emoções e necessidades em relação aos membros da família. Adquirir um entendimento profundo de si mesmo(a) pode auxiliar na identificação das raízes da dependência emocional e nos fatores que a desencadeiam. Nesse contexto, a psicanálise para dependência emocional pode ser uma ferramenta valiosa;
  • Defina limites saudáveis: aprenda a estabelecer limites claros e a respeitar os limites dos outros integrantes da família. Essa prática contribuirá para evitar comportamentos codependentes e incentivar relações mais equilibradas;
  • Pratique a comunicação aberta: a comunicação desempenha um papel crucial na abordagem da dependência emocional no âmbito familiar. Expressar sentimentos e preocupações de maneira franca e sincera com os membros da família, ao mesmo tempo em que se mostra disposto(a) a ouvir o que eles têm a dizer, é fundamental;
  • Nutra interesses e conexões fora da família: esforce-se para desenvolver atividades e relações fora do contexto familiar, o que fortalecerá sua independência emocional. Ter uma rede de apoio social fora da família pode ser benéfico para reduzir a dependência excessiva;
  • Priorize o autocuidado: coloque o seu bem-estar emocional e físico no topo das prioridades. Reserve momentos para atividades que lhe proporcionem satisfação e relaxamento, cuidando de si de maneira saudável;
  • Afaste a culpa e o autorrepreendimento: tenha em mente que a dependência emocional pode ser um padrão aprendido e nem sempre é simples de superar. Evite culpar-se por essa situação e esteja disposto(a) a buscar auxílio e apoio quando necessário;
  • Estabeleça metas realistas: a modificação de padrões familiares pode requerer tempo e paciência. Trace objetivos realistas e esteja preparado(a) para progredir gradualmente em direção a eles;
  • Exercite a autocompaixão: reconheça que lidar com a dependência emocional no âmbito familiar é um processo desafiador. Pratique a gentileza consigo mesmo(a) e compreenda que a mudança exige um esforço contínuo e autocompaixão.

Amor ou dependência emocional? Como vencer a dependência emocional no relacionamento

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Libertar-se da dependência emocional em um relacionamento amoroso demanda empenho, autoconhecimento e autodisciplina.

É um processo que implica trabalhar internamente para estabelecer uma relação mais saudável e equilibrada com o parceiro(a).

Algumas táticas que podem auxiliar na superação da dependência emocional num relacionamento possuem semelhanças com as estratégias aplicadas à dependência emocional familiar. Afinal, estamos tratando essencialmente do mesmo tema: amor e dependência.

  • Reconheça a dependência emocional: o primeiro passo é admitir a existência de dependência emocional na relação. Esteja disposto(a) a examinar suas emoções e comportamentos com sinceridade, identificando quais aspectos estão contribuindo para essa dependência;
  • Cultive o autoconhecimento: explore suas necessidades emocionais e sondar suas inseguranças e receios em relação ao relacionamento. O autoconhecimento é essencial para entender as motivações subjacentes à dependência emocional;
  • Defina limites saudáveis: Aprenda a estabelecer limites claros e respeitar os limites do parceiro(a). Isso auxiliará a evitar comportamentos codependentes e a fomentar um relacionamento mais equilibrado;
  • Busque apoio externo: procure auxílio profissional para discutir suas emoções e inseguranças relacionadas ao relacionamento. Obter uma perspectiva externa pode ser valioso para aprofundar a compreensão das suas dinâmicas emocionais;
  • Priorize seu crescimento pessoal: dedique tempo ao desenvolvimento de interesses e hobbies individuais, independentemente do relacionamento. Concentre-se na sua evolução pessoal e trabalhe na construção da autoestima e autoconfiança;
  • Pratique a comunicação aberta: aprenda a comunicar suas necessidades e preocupações de forma clara e respeitosa. A comunicação transparente é fundamental para construir um relacionamento saudável e diminuir a dependência emocional;
  • Reavalie o significado do amor: reflita sobre o verdadeiro significado de amar alguém. Lembre-se de que o amor não deve ser sufocante ou controlador, mas sim uma relação baseada em apoio e respeito mútuo;
  • Conceda espaço ao parceiro(a): permita que o parceiro(a) mantenha sua independência e espaço pessoal, e faça o mesmo por você. Respeitar a individualidade de ambos é essencial, evitando depender exclusivamente do relacionamento para a sua felicidade;
  • Aprenda com o passado: identifique padrões anteriores que possam ter contribuído para a dependência emocional e esforce-se para evitar repeti-los no relacionamento atual e nos futuros;
  • Pratique a paciência consigo mesmo(a): alterar padrões emocionais e comportamentais requer tempo e dedicação. Seja gentil consigo mesmo(a) e esteja aberto(a) para aprender com os desafios ao longo do percurso.

Filmes e livros sobre dependência emocional

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Foto: Divulgação – UOL

Segue abaixo uma lista de filmes e livros que exploram diversos aspectos da dependência emocional e como ela pode afetar as relações e a vida das pessoas envolvidas.

É importante lembrar que a dependência emocional é um tema complexo e que o cinema e a literatura, embora abordem essa temática, oferecem uma representação ficcional da realidade.

Filmes (alguns baseados em livros)

ícone de Filmes (alguns baseados em livros)

  • 500 Dias com Ela (2009) – o filme retrata um jovem romântico que se apaixona por uma mulher cética em relação ao amor. A narrativa aborda a dependência emocional e como expectativas irreais podem afetar um relacionamento;
  • O Lado Bom da Vida (2012) – o filme segue a jornada de um homem com problemas psicológicos, interpretado por Bradley Cooper, e uma jovem viúva, papel de Jennifer Lawrence (vencedora do Oscar de Melhor Atriz), enquanto enfrentam suas próprias dependências emocionais ao tentar reconstruir suas vidas;
  • Ele Não Está Tão a Fim de Você (2009) – o filme apresenta histórias entrelaçadas que exploram as complexidades das relações amorosas modernas, incluindo a dependência emocional e como as pessoas lidam com a rejeição e o término de relacionamentos;
  • Garota Exemplar (2014) – o filme é uma adaptação do livro de Gillian Flynn e retrata a dinâmica tóxica de um casamento, evidenciando como a dependência emocional pode levar a situações extremas e perturbadoras;
  • Azul é a Cor Mais Quente (2013) – o filme francês mais premiado de 2013 narra o intenso relacionamento entre duas jovens mulheres. Ao longo do filme, temas como dependência emocional, paixão e autodescoberta são explorados.

Livros (alguns adaptados para o cinema)

ícone de Livros (alguns adaptados para o cinema)

  • A Insustentável Leveza do Ser (1984) – este clássico romance do autor tcheco Milan Kundera explora os relacionamentos de quatro personagens principais durante a Revolução de Praga em 1968. Temas como amor, liberdade, traição e a dependência emocional que os personagens desenvolvem uns pelos outros estão presentes neste envolvente livro;
  • O Amante (1984) – escrito por Marguerite Duras, este livro é uma autobiografia romanceada que narra o envolvimento de uma adolescente com um homem chinês mais velho na Saigon colonial. Além da dependência emocional, a obra da renomada novelista, roteirista, poetisa, diretora de cinema e dramaturga francesa, uma das principais vozes femininas da literatura do século XX, aborda temas como amor proibido e a luta contra as convenções sociais;
  • A Estrada da Noite (2006) – escrito por Joe Hill, autor estadunidense de terror, suspense e fantasia sombria, filho do aclamado mestre do gênero, Stephen King, este romance de terror psicológico conta a história de Judas Coyne, uma estrela do rock aposentada que adquire uma jaqueta em um leilão on-line que supostamente vem com um fantasma preso a ela. O livro aborda perda, solidão e, claro, a dependência emocional de Judas pelo mundo sobrenatural;
  • Norwegian Wood (1987) – escrito pelo autor japonês Haruki Murakami, o romance se passa na Tóquio dos anos 1960 e narra a história de um estudante universitário, Toru Watanabe, e suas relações complexas com duas mulheres, Naoko e Midori. O livro empresta o nome da canção dos Beatles, Norwegian Wood, a preferida de uma das protagonistas, e aborda amor, luto, solidão e a dependência emocional que pode emergir nos relacionamentos;
  • Garota, Interrompida (1993) – escrito por Susanna Kaysen, este é um livro de memórias que relata a experiência da autora em uma instituição psiquiátrica quando adolescente. A obra aborda temas como saúde mental, dependência emocional e a busca pela identidade própria em um ambiente opressivo. Foi transformado em um filme de sucesso em 1999, com um elenco de estrelas como Winona Ryder e Angelina Jolie, entre outras.

Psicanálise e dependência emocional: como pode ajudar?

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Foto: Renata Angerami – istock

A psicanálise se apresenta como uma abordagem terapêutica valiosa para auxiliar pessoas que enfrentam a dependência emocional.

Inicialmente desenvolvida por Sigmund Freud e posteriormente enriquecida por outros psicanalistas notáveis como Jacques Lacan, Winnicott e Melanie Klein, a psicanálise se propõe a compreender os processos inconscientes que moldam o comportamento, os pensamentos e as emoções de um indivíduo.

Funcionando como uma ferramenta, a psicanálise para dependência emocional transforma o conflito que habita no Inconsciente – inacessível, inassimilável, inelaborado – em algo consciente e, por consequência, passível de ser enfrentado, compreendido, integrado e trabalhado.

No contexto da dependência emocional, padrões e dinâmicas inconscientes podem estar alimentando tal condição, e o propósito da psicanálise é trazer esses elementos à superfície, permitindo uma metamorfose e uma percepção mais profunda do indivíduo.

Além disso, a psicanálise pode contribuir para:

  • Autoconhecimento: por meio da exploração do inconsciente, a pessoa pode compreender os padrões e comportamentos emocionais que podem estar conduzindo à dependência;
  • Identificação de padrões e traumas: através da análise de experiências passadas, traumas e relações significativas, o psicanalista pode ajudar o indivíduo a identificar padrões repetitivos e traumas não resolvidos que possam estar contribuindo para a dependência emocional;
  • Compreensão das motivações inconscientes: a psicanálise para dependência emocional busca discernir as motivações e desejos inconscientes que influenciam o comportamento, incluindo aqueles ligados à dependência emocional. Ao trazer à luz esses aspectos, a pessoa pode encontrar maneiras mais saudáveis de lidar com emoções e relacionamentos;
  • Desenvolvimento de recursos emocionais: a terapia psicanalítica pode auxiliar no desenvolvimento de recursos emocionais para lidar com a dependência, tais como construção de autoestima, habilidade para estabelecer limites saudáveis e aprimoramento das competências de comunicação;
  • Aceitação e acolhimento: a psicanálise para dependência emocional oferece um espaço seguro e acolhedor para a exploração de sentimentos, medos e conflitos, livre de julgamentos. Essa aceitação incondicional assume papel fundamental na transformação emocional;
  • Trabalho com o vínculo terapêutico: o vínculo entre paciente e terapeuta constitui parte essencial do processo psicanalítico. Ao vivenciar uma relação terapêutica saudável e empática, o indivíduo pode assimilar padrões de relacionamento mais positivos, que podem ser extrapolados para outras esferas da vida.

É crucial reconhecer que a psicanálise para dependência emocional demanda um processo terapêutico abrangente, que exige tempo, dedicação e comprometimento tanto do paciente quanto do terapeuta.

Cada jornada é única, e, portanto, os resultados podem variar conforme as características e necessidades individuais. Se você se identifica como alguém que lida com a dependência emocional,

[EXTRA] 10 dicas valiosas para ter autonomia emocional

ícone de [EXTRA] 10 dicas valiosas para ter autonomia emocional

O processo se inicia ao reconhecer e aceitar a existência de um problema de dependência emocional. Abrir-se para confrontar os padrões de comportamento e emoções que têm contribuído para essa dependência é fundamental. Veja 10 dicas valiosas:

  1. Trabalhe na construção de uma autoestima saudável. Aumentar a autoconfiança é essencial para reduzir a dependência emocional. Isso envolve aprender a valorizar-se, reconhecer suas qualidades e habilidades, acreditar em si mesmo(a) e em suas capacidades;
  2. Aprender a estabelecer e respeitar limites é crucial para evitar a dependência excessiva dos outros. Isso requer a habilidade de dizer não quando necessário e respeitar o espaço pessoal e emocional de todos, inclusive o seu próprio;
  3. Busque relacionamentos equilibrados e saudáveis, onde exista reciprocidade emocional e respeito mútuo;
  4. Lidar com as emoções de forma autônoma e confiante, sem depender constantemente da validação e aprovação dos outros, é um aspecto essencial para superar a dependência emocional;
  5. Identificar padrões do passado que contribuíram para a dependência emocional pode ajudar a evitar armadilhas similares no futuro;
  6. Perdoe a si mesmo(a), pois a mudança de padrões emocionais e comportamentais demanda tempo e esforço, e podem ocorrer retrocessos ao longo do caminho. Pratique a autocompaixão e compreenda que o processo pode ser desafiador;
  7. Evite idealizar excessivamente. Lembre-se de que ninguém é perfeito. Todos têm falhas e imperfeições. Evite colocar seu parceiro(a) em um pedestal;
  8. Aprenda a lidar com a solidão. Não tema passar algum tempo sozinho(a) e desenvolva a habilidade de apreciar sua própria companhia;
  9. Concentre-se no presente. Evite excessivas preocupações com o futuro do relacionamento ou ruminação sobre o passado. Foco no momento atual e no que você pode fazer para melhorar o relacionamento agora;
  10. Por último, lembre-se: diminuir a dependência emocional é um processo gradual que demanda esforço contínuo. Mesmo que você busque conhecimento através da leitura, filmes, conversas com amigos e siga as dicas aqui, é praticamente impossível enfrentar esse desafio sozinho.

Caso enfrente dificuldades para lidar com a dependência emocional, considere procurar ajuda profissional, como a psicanálise. Essa pode ser uma opção valiosa para seu crescimento pessoal e para estabelecer relacionamentos mais saudáveis e equilibrados no futuro.

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