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Autocura Emoções

Como encontrei o Perdão dentro de mim

Um emocionante relato pessoal sobre o significado interno do perdão.

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A Naturóloga, Alquimista e Terapeuta Floral, Maíra Antunes veio falar aqui de um assunto delicado: o PERDÃO. Através de um emocionante relato pessoal, ela conta como conseguiu encontrar o perdão em sua vida. Acompanhe!


 

Hoje o assunto é delicado. Um assunto que muitos nem querem saber. É delicado para mim também. Vou falar dele, pois faz um bom tempo que penso em escrever mas faltava coragem, estudo… Eu não sou expert nele, estou longe de ser! Mas venho, cada vez mais, querendo compreender, colocar em prática e sentir o PERDÃO.

A palavra Perdão no dicionário, diz:

  1. Remissão de culpa, dívida ou pena
  2. Absolvição, indulto
  3. Fórmula que exprime um pedido de desculpas.

 

Como você lida com o perdão? Você já passou ou passa por uma situação que está te exigindo o perdão, seja para com o outro ou que perdoem você? É uma situação bem delicada, né? Pois para perdoar existe muita coisa envolvida: mágoa, tristeza, decepção, orgulho, arrependimento, medo, repulsa, remorso, culpa, raiva, ansiedade, vingança…

E perceba uma coisa: quando você está de frente com a pessoa do qual você não perdoou ou espera o perdão, você fica alimentando esses sentimentos? Percebe que eles nunca acabam? E percebe também que eles te causam muito mal?

Me desculpe se este assunto está te deixando desconfortável. Não é fácil escrever sobre isso, pois estou relembrando os meus perdões aqui e isso também mexe comigo. Mas eu acredito que se quisermos transformar algo em nossas vidas, precisamos olhar para elas e colocar luz no que nos incomoda, colocar luz em nossa sombra.

Pode não ser hoje, mas algum dia (seja por iniciativa sua ou pela vida), o momento de perdoar chegará, e ele vai doer. Mexer em algo que há muito tempo está “guardado” e sendo alimentado por sentimentos que nos destroem, não é fácil, é dolorido! Mas liberta!

 

Minha busca pelo Perdão

Estes dias, enfrentei algo que há muito tempo gostaria de ter feito, porém tive coragem apenas agora, em 2018.

O que irei contar aqui, não será algo fácil para mim, nem meus pais sabem disso, então peço a compreensão de vocês, para que não julguem ou alimentem sentimentos que não serão agradáveis para vocês.

A minha primeira relação sexual não foi legal. Agora eu tenho noção de que foi um abuso, pois agora as mulheres estão tendo coragem e se unindo para expor isso. E aí as “fichas foram caindo”Antes eu achava que a 1ª vez tinha sido traumática, pois tinha algumas dificuldades na relação sexual, mas por falta de informação, suporte, vergonha, não procurei ajuda.

Quando estava na faculdade de Naturologia, na matéria de Aromaterapia, participei de uma atividade onde fiquei 2 semanas cheirando um óleo essencial que escolhi aleatoriamente e deveria perceber seus efeitos, insights.

Pois bem, tirei um óleo que trabalha traumas. Passados alguns dias sonhei que estava nua, em uma caixa de vidro, e todos os meus amigos da época e o moço estavam me olhando… os detalhes do sonho não lembro mais, mas após este sonho, tive a consciência de que eu precisava trabalhar como me sentia com relação à minha primeira relação sexual.

Por alguns anos fiz psicoterapia, depois tratamento com naturologia e acupuntura. A cada terapia, eu aprendia um pouco mais sobre mim, ressignificando a situação, diminuindo muitos sintomas e dificuldades e passei a me sentir bem e confortável com a situação, com uma sensação de superação. Eu não seria quem eu estou hoje, se isto não tivesse acontecido.

Passado alguns anos, fui me dando conta de que comigo estava tudo resolvido, mas com o homem que cometeu o abuso não. Depois que me mudei para Florianópolis, passado no máximo 1 ano, perdi contato com ele. Em 2016, ele quis ser meu amigo no Facebook, mas eu não queria ser amiga dele, nem saber sobre sua vida, e excluí o convite. Passado um tempo, veio de novo o convite e excluí.

No carnaval do ano passado, participei de um retiro e uma das vivências era para pegar pedras que simbolizassem situações das quais não tínhamos resolvido e esse cara veio na minha cabeça. Achei curioso, pois não estava mais lembrando do ocorrido e peguei uma pedra simbolizando a relação não resolvida com ele. No final, após todos estarem com sua “sacolinha de pedras” a facilitadora disse: “Essas pedras representam as situações das quais necessitam do nosso perdão, é para vocês resolverem ao longo do ano”.

Não tenho palavras pra dizer o que senti, uma mistura de “Putz, e agora?”, com “É! Tá na hora de enfrentar isso”, junto com “Como eu vou fazer?”. Entrei em um leve desespero…

No meio do ano, ele pediu para ser meu amigo novamente no Facebook, e resolvi aceitar. Era uma oportunidade para resolver o que eu tinha combinado no retiro! Puxei papo e para a minha surpresa veio a mensagem: “Quando eu for para Floripa, quero te ver”. Nossa, o sangue subiu, a história inteira veio na cabeça: um mix de ansiedade, com raiva, nojo e não consegui responder nada! Tinha muitas ideias, mas não saia nada.

Este ano, vi um vídeo da Sheylli Caleffi onde ela fala sobre as pessoas que foram vítimas de assédio ou estupro, estavam com dúvida e se questionando do ocorrido, pelo fato da mídia e da sociedade questionar e duvidar das vítimas e o fato de “estarmos acostumados com violência”. Confira:

Esse vídeo mexeu profundamente comigo! Comecei a me questionar e senti um mix de sentimentos de raiva, com vingança, com culpa… Falei para o meu noivo sobre o turbilhão em que eu estava. Ele me acolheu e percebeu que entrei no padrão de culpa, pois eu estava achando que pelo fato de não ter denunciado, eu compactuava com o que fez… Sabiamente, ele me ouviu e falou o que achava e disse: “Leia esse livro – Rossandro Klinjey – As 5 faces do perdão. Para começar, leia direto a 5ª história.”

Novamente, Deus e o Universo me dando a oportunidade de compreender, aprender, ressignificar e principalmente, ME PERDOAR.

 

Como eu me Perdoei

Eu sou a favor de, antes que você faz algo pelo outro, faça isso com você. Então para eu perdoar o outro, preciso me perdoar primeiro. E foi o que fiz!

Gosto de escrever cartas pra mim, pois me auxilia a colocar pra fora o que estou sentindo; e lendo, entendo muito mais a situação! (Sem contar que dá uma grande alívio liberar tudo aquilo da cabeça, ufa! Já experimentou?) Então, escrevi uma carta me perdoando de tudo que aconteceu.

Em um belo dia, ou melhor, na madrugada, acordei e entrei no mundo da “inspiração da madrugada”: comecei a escrever para o moço, falando sobre como eu me sentia e me senti naquele momento, deixando claro o que ele fez. Uau, foi um momento onde realmente me enfrentei! Pois a vontade de parar de escrever foi grande, mas por amor por mim, eu tinha que finalizar aquilo.

Neste mesmo texto, consegui agradecê-lo, pois se não fosse o que ocorreu, eu não teria feito o tanto de terapia e autoconhecimento que fiz (e faço), a compreensão e empatia para poder auxiliar outras mulheres em situações semelhantes, e a ser quem me tornei até hoje. E consegui perdoá-lo (não foi fácil), pois ele teve os motivos conscientes e inconsciente e seus aprendizados. Deixei claro que não queria ter a amizade dele e o deletei. Ao final, me senti aliviada e feliz por finalizar este ciclo, que para mim, até então, estava aberto.

Percebo nas pessoas que tem alguém da qual gostariam de perdoar, sentem receio de fazer, pois acham que perdoando “darão permissão” para a pessoa fazer de novo. Não, definitivamente, isso não é perdão. Você pode perdoar aquela pessoa, mas não querer ela na sua vida. Pode perdoar, mas não precisa conviver com ela. Perdão é muito mais para você ficar em paz com você mesmo perante aquela situação e saber lidar de uma maneira mais produtiva e saudável para você quando estiver em contato com a pessoa.

 

Esta foi a minha história, a sua, pode passar bem longe dessa, ser muito mais dolorida e difícil de perdoar e você tem todo o direito em não querer perdoar tal pessoa, eu respeito isso. A minha intenção aqui é que você possa ter um outro olhar sobre o perdão e te estimular a conhecer outras visões.

O que escrevi aqui é a minha visão sobre o perdão. Não quer dizer que seja a única, não quer dizer que seja a melhor, apenas é uma visão. E qual é a sua?

Qual o significado do perdão para você?

Deixe nos comentário ou me mande um e-mail maira@florescerterapias.com.br

Vou gostar de saber e aprender com você e sua história!

Conheça também mais sobre mim no meu Perfil.

 


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Maíra Antunes

Naturóloga, Alquimista e Terapeuta Floral

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Paulista, aos 19 anos mudou-se para Santa Catarina para fazer a faculdade de Naturologia Aplicada, onde aprendeu a importância do cuidado com o outro e consigo, ao longo dos anos, participa de atividades onde possa desenvolver mais seu autoconhecimento, abordagem mais empática e acolhedora, sempre seguindo seu coração, os sinais e as conexões que, lindamente, o Universo coloca em seu caminho.

Apaixonada e realizada no que faz, trabalha há mais de 8 anos com as terapias complement...

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