“Olhar para si” é a questão central do autoconhecimento.

Desde a mais tenra infância somos induzidos a olhar para o outro… reagir as suas demandas. Somos ensinados a ter “consideração” (atitude que cria uma escravidão interior, uma dependência interior) pelo outro e consequentemente corresponder as suas expectativas.

Ao longo da vida este mecanismo de olhar para o outro, ter consideração e corresponder a expectativas excede os limites da interioridade e cria um vazio interno que incomoda, afasta-nos de nosso propósito de vida e vulgariza a autorrealização autêntica que nos é digna.

Agimos e reagimos a partir das influências e impressões exteriores e abrimos mão do direito de SER, de fato, um indivíduo capaz de regressar a si mesmo e iniciar o desvelamento de nossa identidade genuína, formada de potencial único intrínseco em si.

A percepção que temos de nós mesmos é que atuamos de forma íntegra, de dentro para fora, com nosso pensar, sentir e agir em consonância; quando na maioria das vezes pensamos uma coisa, sentimos outra e agimos de forma completamente incoerente com o pensar e sentir.

O autoconhecimento vem como uma ferramenta para sintonizarmos estes três aspectos do sistema e acessarmos o nível do espírito.

Nesse sentido, autoconhecer-se é uma ampliação da consciência sobre os potenciais adormecidos, uma investigação epistemológica ou uma busca de natureza ética… É tornar-se mestre de si mesmo.

O movimento em direção a autoconhecer-se é constante, visceral e exigente. Há que existir introspecção, autocomunicação e autorrespeito.

Introspecção para refletir, autocomunicação para se ouvir, autorrespeito para ser.

Para iniciar o estudo de si mesmo, é importante identificar as milhares de ideias e concepções falsas que criamos sobre nós mesmos, interpretá-las e libertar-se da ilusão acionada por um pensamento conveniente que ordena o sistema como um todo a acreditar que responde à vida, quando na verdade reage o tempo todo.

Um sistema reativo é frágil e manipulável, ofusca-se com facilidade… é vulnerável emocionalmente. Já, um sistema que “responde”, busca por respostas em seu íntimo, medita, é capaz de perceber e agir de forma lenta e coerente consigo.

Questiona-se quem é, investiga seu mundo mental e define-o com exatidão, esquadrinha as facetas de suas emoções, observa o comportamento de seu corpo físico diante do diagnóstico que tem em mãos.

Você é a única pessoa que pode conhecer a si próprio. Aquilo que guarda em seu íntimo é só seu. Só você pode mapear o seu EU.

Quanto mais honesto(a) e leal for consigo mesmo(a), maior será a transformação a sua volta.

A autoconsciência traz em si o sentido da vida. O autoconhecimento não é um fim, mas sim um meio. O resultado desta viagem profunda para dentro de si mesmo é um acontecimento, uma realização, uma comunhão interior.

Experimente! Resignifique sua vida! Encontre paz!

Sugiro a leitura de um texto poético, COGNOSCERE, de minha autoria publicado em meu Blog Veia Cilíndrica – link http://www.veiacilindrica.com.br/single-post/2016/10/07/Cognoscere

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Patricia Cana Verde

Argilina, Terapeuta Estelar, Inspiradora e Idealizadora do GNÊ 2018, Inspiradora do Projeto Origo, Escritora de Autoconhecimento, Autora do Blog Veia Cilíndrica, Instrutora de yoga

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Terapeuta, Argilina, Escritora, Produtora Executiva do GNÊ 2018 Engenheira Florestal de formação, ensinou o idioma de língua inglesa por 10 anos. Artista, yogue e poeta atua em projetos que envolvem autoconhecimento sob a ótica da filosofia, cosmologia, auto-estima e acolhimento da criança interior. Idealizadora da Veia Cilíndrica (www.veiacilindrica.com.br) e dos Projetos: GNÊ 2018, Poesia Vertical, Origo, Tro...

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