Falar de meditação é começar uma conversa de horas e horas…  talvez dias inteiros de conversa não nos levarão ao verdadeiro significado do que é meditar. E pra cobrir a imensidão de técnicas então, pode reservar uma boa parte da sua vida – desta e das próximas! Mas o nosso propósito aqui é desmistificar o tema, então vamos partir do princípio, a etimologia da palavra:

A origem vem do latim mederi, que significa tratar, curar. É do mesmo radical “med” que se deriva a palavra medicina, trazendo aqui uma relação com cura. Segundo a origem indo-europeia, o mesmo radical “med” tem o significado de medir, orientar. Enquanto isso, o termo em páli (antiga língua litúrgica criada por Sidarta Gautama para redigir os ensinamentos budistas) para meditação é bhavana, que significa cultivo.

Bom, como você pode ver, a própria origem da palavra tem algumas divergências. Levando em consideração as variadas linhas espirituais que ensinam a meditação, também há divergências e até contradições entre elas.

Mas, de forma geral, os ensinamentos convergem para um ponto em comum: a meditação fala sobre uma conexão entre você e o Universo, mas principalmente uma conexão com a realidade interior de cada um. É sobre reconhecer e desenvolver esta realidade. É conectar-se consigo mesmo, com a sua própria essência, que podemos chamar de alma, psiquê, corpo espiritual, entre outros. Aquela parte de nós que é mais do que matéria, é energia pura e impalpável, que preenche o corpo de vida. A sua verdadeira natureza, e por isso, acessível.

E esta conexão, este acesso, é possível através do silenciamento dos pensamentos e do direcionamento da atenção para você mesmo, presente aqui e agora, unicamente neste instante. Consciente do todo que o rodeia, captado através dos sentidos, mas ao mesmo tempo, dedicado apenas ao ser interior.

Dói um pouco admitir, mas eu acredito no seguinte: na nossa rotina, o estado natural da mente é o caos. A cada segundo em que estamos acordados, milhares de pensamentos passam por nossa cabeça. É realmente impressionante a velocidade mental. E além dos nossos próprios devaneios, estamos sendo bombardeados por todo tipo de impulso emocional e de estímulo sensorial e energético. Parando pra pensar nisso (se é que se para pra pensar em alguma coisa), parece que silenciar os pensamentos não vai ser uma tarefa nada fácil.

Nós também achamos difícil meditar porque nossa vida do dia-a-dia tornou-se muito desgastante. O estado meditativo é próximo a nós desde o nascimento, mas ao longo da vida, perdemos o contato com nossa verdadeira natureza, e é por isso que temos de fazer esforços especiais para nos religarmos.

Mas tocar um instrumento musical ou andar de bicicleta também foi difícil no começo, não foi? Quando você estava aprendendo, certamente teve dificuldade em se concentrar ao mesmo tempo em pedalar, prestar atenção na rua e guiar a direção. Você caiu e se machucou. Mas você perseverou, continuou praticando, e dentro de alguns dias desenvolveu maestria em pedalar, até começar a fazer suas próprias acrobacias. Você precisou esforçar-se no começo, mas conseguiu fazer, e fez bem feito!

Assim, o mesmo procede com meditar. No início temos que ser um pouco específicos sobre onde praticar, a que hora, e como está o nosso humor. Temos de praticar regularmente. E com perseverança e determinação, o processo de aprendizado se completa, e o esforço que precisamos fazer diminui. Chega um ponto em que você faz com facilidade suas “acrobacias” mentais, e atingir o silêncio mental torna-se fácil e prazeroso. Com o tempo você vai perceber que pode entrar em estado meditativo nos ambientes mais inusitados: a fila do banco cheia de gente tagarelando, o ponto de ônibus com barulho pra todos os lados… e você ali, tranquilo e sereno!

A meditação é para todos. Você não precisa ser um ser iluminado para meditar – você já nasceu sabendo! Por experiência própria e por relatos de amigos, afirmo que todos são capazes de silenciar os pensamentos, nem que seja por um instante, na primeira vez em que param para meditar. Todo mundo é capaz de, por alguns segundos, mergulhar na felicidade genuína da paz interna.

Se você convive com pessoas que meditam, e principalmente se você as conhece antes e depois de começarem a meditar, você sabe do que estou falando. Esta felicidade genuína é capaz de mudar vidas inteiras. É um tipo de alegria diferente do que conhecemos, pois vem da parte mais pura do ser interno.

Como a meditação é capaz de tanta mudança? A meu ver, aprendendo a silenciar os pensamentos, você vai poder se conectar e experimentar quem é o seu verdadeiro ser – isto é, autoconhecimento. Seguindo por este caminho espiritual, a força da inquietude vai gradativamente diminuindo, enquanto o ser interno é quem vai tomar as rédeas da sua vida. E este ser é plenamente consciente do que você precisa e do que você deve evitar. Consequentemente, você será guiado pelo caminho dos sentimentos mais nobres, ao passo que vai deixando para trás a raiva, o rancor, a ansiedade, a insônia… Por isso que a palavra de ordem é: conecte-se consigo mesmo! Ou melhor, reconecte-se!

Agora, ler é certamente necessário. Eu recomendo o livro “9 segredos de uma meditação bem-sucedida”, de Samprasad Vinod, que me ajudou bastante no começo. Mas mais importante ainda é a prática. Assim como você precisou de prática para dominar a bicicleta, você vai precisar para dominar a sua mente. Você pode saber muito, mas de nada adianta se isso não estiver presente na sua vida.

A única maneira de encontrar a felicidade da meditação é meditando!

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— Atualizando em 25/01/2017

Fico muito feliz em contar para vocês que este artigo serviu de inspiração para um maravilhoso vídeo do canal Somos OM. Gratidão, e os melhores votos à nossa parceria!

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Rodrigo Roncaglio

Cofundador do Guia da Alma. Reikiano nível II, estudante de Astrologia, autodidata em Meditação e práticas energéticas.

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Sou cofundador do Guia da Alma, Designer de Experiência do Usuário e Reikiano Nível II. Aprendiz de Astrologia, auto-didata e buscador de uma vida mais espiritual, adoro estar em conexão com a natureza, observar constelações, cozinhar e meditar. Como bom Libriano, busco o equilíbrio da vida em todos os aspectos, e acredito que é aí que mora a felicidade. A beleza do caminho é o próprio caminho!

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