Materialização do Saber

Do conflito interior à materialização do conhecimento sobre si mesmo

Todo conhecimento não materializado equivale a uma emoção ou história não nomeada. A inexistência da impressão do saber na memória celular, emocional e ancestral, facilmente engana o intelecto, que pensa que sabe quando de fato não sabe.

A ausência de referência da experiência impressa é que conduz a determinado tipo de comportamento, em geral, um comportamento padrão pessoal constituído pelas influências exteriores que limitam os pensamentos e emoções ao corpo físico e suas percepções sensoriais.

Tudo é controlado pelo automatismo do corpo físico que “reage ao fora”, que deseja a partir do “fora”, que pensa mecanicamente, que comunica múltiplas vontades contraditórias produzidas por papéis distorcidos do EU. A impermanência e acidentalidade regem a conduta do indivíduo.

Não nascemos prontos e ignorar este fato, compromete o CONHECER-SE e, consequentemente, a materialidade do SER. Podemos ser mais do que um corpo travestido de hábitos e memórias. Quando autômatos, entregamos-nos ao mundo e nos correspondemos com: “deixa a vida me levar, vida leva eu”.

Recolher-se a si e autoconhecer-se demanda certos tipos de reflexões:

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Fonte: Patricia Marguê Cana Verde Silva

 

Não há como se esperar algo diferente do que se tem, sem que haja uma vontade interior de transformar-se, ciclar-se e ascender na espiral do conhecimento e observação sobre si mesmo.

Ao contrário, viver-se-á numa escravidão fundamentada no medo do desconhecido, na reatividade influenciada pelo “fora” e pela acidentalidade da vida.

As coisas não podem ser invertidas. É sempre um passo de cada vez, um degrau depois do outro. Há que se preparar, tornar-se capaz para acessar a si mesmo. Há que se ter cuidado para retirada dos véus constituídos por nossos filtros de percepção sensorial, por nossa personalidade. E o trabalho, aqui, é de compreensão de nossas próprias atitudes e identificação de nossas predisposições pessoais. Neste processo, é fácil condenar a si mesmo, negligenciar-se, repreender-se ou até substituir um véu por outro. O objetivo do autoconhecimento não é corrigir, reformular ou eliminar o “eu”, mas sim, FUNDIR-NOS EM NÓS MESMOS.

Assim, a materialização do saber sobre si passa pela desconstrução do padrão pessoal, pela desarticulação do modo automático e pela formalização concreta e consciente de respostas que nascem a partir de um só EU, inteiro, indivisível, permanente; nascem a partir de um novo estado de SER.

A quebra do padrão pessoal é um grande desafio que exige observação, foco e atenção.  Dada esta desconstrução, as aversões, resistências e desejos acabam por ser superados e um empoderamento vital passa a se consolidar. A consciência e a vontade passam a ser governadas pelo EU, livre, independente da acidentalidade cotidiana. O “dentro” comanda mais do que o “fora”. E o “eu”, trabalha a serviço do “EU”, materializando o SABER.

Sugiro a leitura de um texto, IN DIVIDUOS, de minha autoria publicado em meu Blog Veia Cilíndrica. Clique aqui para acessar!

Argilina, Terapeuta Estelar, Instrutora de Yoga. Produtora, Educadora. Facilitadora dos Círculos Mulheres em Roda

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