No texto de hoje, a terapeuta Angela Hoppen fala um pouco sobre a fitoterapia, que é o estudo das plantas medicinais e suas aplicações na cura e prevenção das doenças.

 


A fitoterapia surgiu independentemente na maioria dos povos. Na China, surgiu por volta de 3000 a.C. com a descrição das propriedades do Ginseng e da Cânfora.

Aqui no Brasil nossos índios há muitos anos já utilizavam dessa técnica para cura. De acordo com a FUNAI, muitos vegetais usados pelos indígenas como medicamentos apresentam de fato resultados surpreendentes e, os conhecimentos técnicos, muitas vezes complexos, dos índios brasileiros, estão presentes tanto no combate às doenças, quanto na caça e na pesca (através da utilização de venenos), na ecologia, na astronomia, na fabricação de sal, de objetos de borracha, de tecidos e na guerra (uso de gases asfixiantes).

De fato a fitoterapia não é apenas o conhecimento da erva e do seu benefício medicinal! Nós também precisamos saber quando e para quem indicá-la, assim como qualquer outro medicamento, até porque hoje muitos medicamentos tem como princípio ativo substâncias de plantas, então é fato que o conhecimento da planta e a análise do paciente são imprescindíveis. Apesar disso, a técnica nos traz efeitos ótimos com reações adversas quase nulas.

Leia também: Como as Medicinas Alternativas podem nos ajudar?

 

Fitoterapia: A sabedoria da natureza

São inúmeras as plantas que podemos utilizar como tratamento. Cada país e até mesmo região tem suas particularidades nas plantas, e não só isso! Podemos observar o quanto a natureza é sábia e nos dá o que precisamos para cada estação.

Por exemplo, eu que moro no sul do Brasil, região de clima mais frio, com invernos rigorosos, tenho no quintal da minha casa árvores de laranja e vergamota (também chamada de mexerica ou mimosa), que me dão frutos a partir de maio. Agora vocês devem estar se perguntando por que eu estou falando isso? Que relação um fruto tem com a fitoterapia?

Vou explicar pra vocês: tanto as laranjas, quanto as vergamotas e os limões, bem como suas folhas, são ricos em vitamina C! Essa vitamina, cujo nome científico é ácido ascórbico, não pertence a classe de vitaminas que sintetizamos, ou seja, temos que consumi-la nos alimentos. Ela é uma potente auxiliar do nosso sistema imunológico. Sendo assim, no inverno, quando o frio deprime nosso sistema, as plantas nos dão frutos que o incrementam, para que nos mantenhamos saudáveis, lindo não?

O estudo das plantas medicinais e o isolamento do princípio ativo (prioridade da farmacologia) estão cada vez mais avançados,  finalmente o homem encontrou na natureza o alicerce para prevenir e tratar seus problemas de saúde.

Mas quero deixar claro que não devemos sair tomando qualquer chá de forma indiscriminada! Como já falei acima, as plantas possuem princípios ativos, e mesmo que brandos podem ocorrer efeitos colaterais. Algumas substâncias podem ser úteis para as pessoas, outras prejudiciais. Um exemplo é a cafeína, um alcaloide, no ser humano, deixa a pessoa desperta, mas em um inseto que tenta predar a semente do café pode ter uma reação muito forte, que leva este a perda de apetite, podendo levá-lo a morte.

 

Conhecendo o poder das plantas

Um fato bem curioso da medicina chinesa é que a forma das plantas indica para que ela é boa! Por exemplo o feijão se parece com um rim, e é ideal para quem quer prevenir cálculos renais por possuir propriedades diuréticas.

O mesmo ocorre com as ervas: como exemplo posso citar a pata de vaca, uma árvore cujas folhas tem forma parecida dos rins. O chá dessa folha tem grande capacidade diurética, além de ser utilizado para pacientes com diabetes com objetivo de reduzir a glicose no sangue.

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Folha da Pata de Vaca.

São inúmeras as plantas que podem auxiliar na nossa saúde. Vou deixar aqui alguns exemplos que hoje são utilizados dentro do nosso Sistema Único de Saúde (SUS):

  • Alcachofra: Dispepsia funcional, hipercolesterolemia
  • Aloe ou babosa: Queimaduras, psoríase
  • Aroeira: Uso ginecológico
  • Cáscara sagrada: Obstipação intestinal
  • Espinheira-santa: Gastrite, úlcera duodenal
  • Garra-do-diabo: Dor lombar baixa aguda, artrose
  • Guaco: Bronquite, tosse
  • Hortelã: Síndrome do cólon irritável
  • Isoflavona-de-soja ou soja: Sintomas do climatério
  • Plantago ou psyllium: Obstipação intestinal, síndrome do cólon irritável
  • Salgueiro ou salgueiro-branco: Dor lombar
  • Unha-de-gato: Artrite e artrose

Lembrem sempre de buscar um profissional habilitado e qualificado, para prescrever o uso de fitoterápicos! Ainda podemos recorrer a profissionais não médicos, desde que possuam conhecimento técnico sobre isso, o conhecimento cultural nos dá muitas informações, mas atentem sempre ao individualismo de cada ser. Com saúde não se brinca!

 

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Angela Hoppen

Fisioterapeuta, especialista em acupuntura e medicina chinesa, naturoterapeuta, reikiana, estudante de medicina.

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Com 16 anos teve o despertar através do livro Mãos de Luz, a partir daí começou a busca pela evolução da consciência. Apaixonada pela cura e pelo cuidado ao próximo, descartou as exatas, tradição da família, e optou pela fisioterapia como seu primeiro curso, antes de terminá-lo iniciou a especialização em acupuntura e medicina chinesa. A medicina chinesa despertou o interesse pelo conhecimento das terapias naturais, realizando então este curso. Não contente com a abrangência ...

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