Acupuntura e Medicina Chinesa: sabedoria milenar

Conheça a teoria por trás dessas terapias e supere o medo das agulhas!
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No texto anterior falei sobre como as Medicinas Alternativas podem ajudar. Hoje, falarei mais claramente sobre Acupuntura e Medicina Chinesa.

Particularmente confesso que será difícil ser sucinta, pois sou totalmente apaixonada por elas!

Sou a Angela Hoppen, especialista em Acupuntura e Medicina Tradicional Chinesa, formada em fisioterapia, naturoterapia e estudante de medicina.


Acupuntura e Medicina Chinesa: qual a sabedoria por trás delas?

A acupuntura é um conjunto de conhecimentos da medicina chinesa. Os relatos de sua existência são de mais de 4500 anos. Mesmo com toda essa idade é algo novo para nós ocidentais, e somente há poucos anos vem sendo estudada cientificamente.

Antigamente, os conhecimentos da medicina chinesa eram transmitidos de geração em geração e o seu tratamento sempre visou a normalização dos órgãos doentes, obtendo assim, um efeito terapêutico. Cabe citar aqui que, na China, ela é usada como prevenção também, não só como tratamento, visto que a medicina chinesa é preventiva e não tratativa como a nossa.

Conheça agora os princípios básicos dessa sabedoria, utilizadas na acupuntura e medicina chinesa:

Yin e Yang

Basicamente, o princípio utilizado para o tratamento é a teoria do yin/yang. Na China Antiga, as primeiras observações feitas pelos estudiosos da medicina levaram à conclusão que a estrutura básica do ser humano era a mesma do Universo. Então, eles classificaram dois polos: o positivo (yang) e o negativo (yin). O sol, o dia, o calor, o homem são yang. A lua, a noite, o frio, a mulher são yin.

No nosso corpo, os órgãos que precisam de mais proteção, que têm uma constituição mais fraca (pulmão, coração, rins e pâncreas) são yin, estão na região ventral do corpo. Já os menos protegidos,  de constituição mais forte (estômago, intestinos, bexiga, vesícula biliar, útero) são yang. A partir dessa observação, os chineses começaram a fazer as seguintes relações: nos estados de tranquilidade yin/yang estão em equilíbrio, nos estados de agitação estão desarmônicos. Além disso, yin e yang se complementam em caso de excesso ou depleção, sendo assim, se eles estiverem em harmonia estaremos saudáveis, por outro lado, o desequilíbrio causará a doença.

Os 5 elementos da natureza

Além da relação yin/yang, a medicina chinesa utiliza os cinco elementos básicos da natureza. Os chineses observaram que como o organismo humano é regido pelos mesmos princípios da natureza, então alguns fatores dela também exercem certa influência fisiológica em nós.

Para os chineses, os cinco elementos são: madeira, fogo, terra, metal e água. Cada um deles tem uma característica, uma estação, uma cor, um clima, uma emoção que nos afeta e, por isso, os estudiosos classificaram nossos órgãos e vísceras em cada um dos elementos. Parece estranho, mas vou deixar claro, o coração é do elemento fogo, os rins da água, o estômago da terra.

Pensemos então no fogo: quando temos um excesso desse elemento no nosso organismo há inquietação, pulso rápido, sensação de sede e boca seca. Se esse calor for no fígado, teremos dores de cabeça, boca amarga, dor nos olhos.

Esses elementos se inter-relacionam, porque a ordem da natureza diz que é preciso produzir, crescer e promover, então seguindo essa ordem, a madeira gera o fogo, o fogo gera a terra, a terra gera o metal, o metal gera a água e a água gera a madeira. Baseado nisso, os sintomas também são colocados dentro dos cinco elementos e usamos os pontos específicos deles para o tratamento.

Os meridianos do nosso corpo

Outra teoria utilizada no tratamento é a dos meridianos.

“No nosso corpo há muitos pontos cujos efeitos à aplicação da acupuntura são semelhantes, talvez por pertencerem a dermatomos iguais. Ao se traçarem linhas conectando esses pontos, obtiveram-se trajetórias longitudinais que foram denominadas tin (meridianos) e trajetórias horizontais, denominadas lo (comunicação). A experiência clínica demonstrou que havia nítida relação entre os órgãos e meridianos do corpo.”

Tom Sintan Wen

Hoje sabemos, através das pesquisas, que esses meridianos realmente existem e se comunicam entre si no nosso corpo.

Como é feita a avaliação do paciente?

O diagnóstico é feito baseado na inspeção, na observação das queixas, no exame físico e no exame do pulso. Basicamente, o que muda significativamente no diagnóstico é a avaliação do pulso, que nos informa sobre o estado geral do paciente, equilíbrios e desequilíbrios.

A acupuntura não está voltada diretamente aos agressores externos, por ser uma forma de tratamento global, ela não trata apenas o local comprometido, age no sistema nervoso estimulando o equilíbrio. Já falamos anteriormente sobre este tratamento global, mas ressaltaremos devido à importância desse conceito.

O corpo humano é formado por uma união de células que interagem entre si para dar origem aos tecidos e órgãos, estes se associam para preservar nossas funções. A conexão desses sistemas é feita pelo sistema nervoso, onde o elemento central é o cérebro, que regula todas as funções. Assim, se uma alteração é feita, seja lá onde for, todo o organismo responde.

Então, a partir disso, precisa-se fazer uma avaliação completa do indivíduo, justamente para saber a origem da alteração, tratá-la efetivamente e além disso, minimizar o que ela gerou no nosso organismo.

A medicina chinesa inclui como tratamentos a acupuntura, a aplicação de moxas, a fitoterapia, a acupressão, a auriculoterapia, entre outras.

Acupuntura: superando o medo das agulhas

O medo de agulha é uma das desvantagens da acupuntura. Vale dizer que para quem não gosta de agulhas há outras alternativas que não a utilize, mas afirmo por experiência própria que a dor é inexistente quando se puntura o ponto correto.

Além disso, outra desvantagem é que exige um longo período de tratamento para que obtenhamos a perfeição e cura, mas, apesar disso, as vantagens são inúmeras como: várias possibilidades de aplicação, diminuição do uso de medicamentos, segurança no tratamento, mínimos efeitos adversos, auxilia no diagnóstico médico e complementa as lacunas da medicina moderna, auxilia na circulação, promove relaxamento muscular, promove analgesia, aumenta a imunidade, regula e normaliza as funções orgânicas e promove o metabolismo e a homeostasia (capacidade do organismo de permanecer em equilíbrio).

Então, finalizo com uma pergunta, todos esses benefícios não superam o medo de agulhas?

A acupuntura e medicina chinesa são lindas, eficazes e o melhor: não utilizam nenhum componente químico. Só o fato de manter o nosso equilíbrio, já faz delas uma ciência encantadora!

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Terapeuta Floral, especialista em Acupuntura e Medicina Chinesa. Formada em Fisioterapia, Naturoterapia e estudante de Medicina. Agende sua sessão!

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