Acolha seu medo. Quanto mais você fugir dele ou fizer “mandinga” para o medo ir embora, mais ele vai aumentar. E quando você achar que ele passou, vai descobrir ele assumindo novas formas. Sem medo do medo! Abrace-o, pule com ele na escuridão!

Você pode fazer mil orações para a raiva ir embora. Decretos. Limpezas e visualizações. Se você não se permitir um encontro sincero com ela e com suas necessidades, ela também vai assumir novas formas de se expressar. Quando você menos esperar, estará gritando com alguém desnecessariamente, sendo incisivo com alguém, sendo ácido, por simplesmente lhe ter dito um “bom dia”.

Quando sua alegria chegar, pule! Vibre! Sorria! Você pode sentir-se envergonhado por estar alegre, mas dentro de você ela estará fervendo, esperando um momento de pular. Seus olhos ferverão. Você poderia divertir-se com ela.

De que adianta ser agressivo com sua agressividade? Que tal acolhê-la com amor? Quer maior humildade do que acolher sua própria raiva? Seu desamor? Sua desesperança? Quer maior humildade do que, por uma vez na sua vida, reconhecer para si mesmo: “ok, eu estou sentindo esse fracasso”? “ok, estou sentindo-me frágil”. Ao invés de tentar transmutar e achar que você é capaz de controlar essa energia, que tal apenas acolhê-la?

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Existem pessoas que pedem “humildade” mas não têm noção das armadilhas da mente. Maior humildade se faz na prática: acolhendo quem realmente somos, ao invés de “falsificar” uma postura de “paz e consciência” em nome de uma “espiritualidade de vitrine”.

Muitas pessoas, através do intelecto, do racional, querem controlar quem são.

O que vai acontecer se você deixar cair as máscaras?

 

A maior humildade é aceitar quem você realmente é!

Aceitar aquelas energias que você já tem em você. Seu feminino está em suas emoções. Conter suas emoções, querer transmutar seu lado bicho, é reprimir mais uma vez seu feminino. Mais uma vez, reprimir o feminino…

Lembre-se: há muito tempo consideramos o feminino como algo “ruim”. O lado selvagem como algo “ruim”. Ao querer “compreender” e “justificar” suas emoções, estará sem perceber, querendo controlar com sua mente, com seu racional (com seu masculino) o seu feminino. Como você permitirá ser livre e inteiro se não permitir que essa parte de você flua naturalmente?

Além disso, aquele hábito de “julgar” uma emoção como “boa” ou “ruim”, também é reprimir nossa emoção, ao invés de acolhê-la. Se você olhar para sua raiva ou sua impotência com um pensamento de “ah, não!” você não estará acolhendo-a. Se olhar para sua emoção de vulnerabilidade com a postura de “ah! que infantilidade” estará reprimindo essa emoção que precisa da sua atenção.

Quem disse que compaixão é melhor que a raiva? Isso é sua mente, seu masculino, julgando, mais uma vez, aquela energia poderosa e indomável em você (seu feminino). Quando reprimimos a raiva, e ela está nula em nós, corremos o risco de nos anularmos. E o medo, tão julgado, é aquela energia que nos permite sobrevivermos: é por causa do medo de morrer que você olha para os dois lados antes de atravessar uma rua.

Acolher suas emoções não significa, no entanto, projetá-las em alguém. Geralmente, quando sentimos compaixão, amor, raiva, ódio, inveja, depositamos em algo ou alguém nossas emoções. Entretanto, a chave é perceber que essas emoções são nossas. Quando projeto minha emoção, seja ela qual for, em alguém, em outras palavras estou dizendo que esta pessoa é responsável pela minha emoção, que ela é culpada por eu me sentir dessa forma. Assim, novamente, estou negando esta emoção em mim. Mais uma vez, estarei me reprimindo.

E, lembre-se: sinta a emoção como uma energia, porém, evite pensar sobre ela. Ao pensar algo, você cria isso em sua realidade. Diferente de quando algo acontece com você, e aquela emoção surge naturalmente, ou quando você lembra de algo traumático do passado e novamente sente essas emoções: elas esperavam um momento de acolhimento e escuta, de sua parte!

 

Como ouvir a emoção?

Escute seu corpo: ele lhe dirá. Poderá vir como uma inquietação, uma vibração, um calor, queimação, um aperto ou leveza, uma vontade de chorar, de se contrair, ou de pular, ou de socar umas almofadas, ou bater os pés no chão. Deixe que flua (com segurança)! Você pode sentir-se culpado sem ser culpado. E é uma grande capacidade permitir sentir-se incapaz!

Ah! Muito importante: se porventura você projetar em alguém: errar é humano! E o perdão é um processo (ao invés de uma emoção que poderá ser forjada com orações, mas um estado de espírito que surge quando estamos mais leves de toda a energia que carregamos conosco, reprimida).

guia-da-alma-emoções-alecrim-cristal-autoconhecimento-dança-luzSe você quer colaborar realmente com seu crescimento espiritual e das pessoas ao seu redor, encontre-se com sua emoção na maior verdade que ela pode lhe oferecer! Assim você vai descobrir  esse espaço de “humildade” dentro de você. Descobrirá em você uma incrível força: a força de aceitar-se como é, de se amar, sendo quem realmente é, e não forçar-se a ser algo para então se amar.

Se você se ama integralmente com sinceridade, pode amar a todas as pessoas dessa forma, e nunca haverá maior amor do que esse.

 

Com amor, Alecrim Cristal.


 

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Alecrim Cristal

Terapias Holísticas, Artes, Círculos, Culinária Consciente. Um ser humano em desenvolvimento, que escolheu desenvolver alguns dons para ajudar pessoas em seus processos de felicidade.

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