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Propósito: 6 Sugestões Preciosas do Prem Baba para você Descobrir o Seu

Você já se questionou sobre o que veio fazer no mundo?

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Este artigo foi concedido pelo nosso parceiro Mathias Luz! Inspire-se com os ensinamentos de Prem Baba!


 

Você já se questionou sobre o que veio fazer no mundo?

Já parou para pensar que na sua infância aconteceram vários sinais do seu chamado?

No livro Propósito: A Coragem de Ser quem Somos,  Sri Prem Baba traz sugestões simples e profundas de como escutar nossa voz interior e viver uma vida abundante a partir disso.

Assim como aconteceu comigo, espero que esse resumo possa te ajudar a refletir sobre seu propósito e, mais do que isso, sobre os fatos da sua vida que podem estar impedindo de realizá-lo.

 

1. Por que a maioria não lembra do seu propósito

Quando uma criança nasce, ela lembra do que veio fazer neste mundo.  Até o início da juventude, carrega fortemente os anseios e sonhos que são expressões desse propósito.

Aos poucos, porém, vai se esquecendo e acreditando nas vozes externas que insistem em dizer que esse sonho é impossível de ser realizado, que esse caminho não é bom ou  que não tem capacidade para isso.

Em certo momento, ela acaba cedendo a essas vozes até desistir e se esquecer completamente do que alimenta seu coração e passa a sonhar o sonho dos outros.

A fundação da personalidade acontece nos primeiros sete anos de vida.

Algumas aquisições podem acontecer nos anos seguintes, mas a base é feita nesse período inicial.

Em razão disso, as crenças instaladas nesse momento vão influenciar a vida como um todo.

Se já teve a oportunidade de acompanhar o crescimento de uma criança, fica fácil de entender esse fato.

A criança que ainda não foi contaminada pela crença dos adultos simplesmente segura na mão deles, sem saber sequer para onde a estão levando.

Contudo, aos poucos, ela deixa de confiar.

Começa a ser atingida tanto pelo medo na forma da desconfiança e da insegurança, e quanto pelo ódio na forma da raiva e da vingança.

A propósito, por que isso acontece?

Porque ensinam isso para ela.

Desde cedo, a criança aprende que é uma vítima das circunstâncias externas e com isso também aprende que precisa se defender.

Assim, vai criando os diversos mecanismos de defesa e adquirindo crenças e condicionamentos limitantes.

Tais mecanismos são limitantes, porque, ao mesmo tempo em que servem para proteção, geram separação e esquecimento.

Os muros que geram proteção são os mesmos que geram isolamento no mundo.

Prem baba se refere a esses mecanismos de proteção com os nomes “natureza inferior”, “eu inferior”, ou ainda “maldade”.

Sim, essa maldade que vemos no mundo é simplesmente um conjunto demecanismos de defesa que o ser humano desenvolve desde cedo na vida para se proteger da dor dos choques de humilhação, rejeição e exclusão.

Uma boa ressalva é que esse sentimento não se refere apenas ao comportamento dos criminosos e corruptos, pois todos nós sofremos choques dessa natureza.

Portanto, todos nós carregamos um tanto de maldade.

E quanto mais maldade uma pessoa manifesta, menos ela se lembra do seu propósito.

 

2. Pare de criar expectativas e suprir suas carências através dos seus filhos

Os pais e as mães devem abrir mão das expectativas em relação ao caminho de seus filhos.

Essas expectativas são uma manifestação das carências deles, que não devem ser supridas através da geração seguinte.

De fato, essa é uma das fontes da miséria que passa através das gerações.

Ao mesmo tempo, não repetir padrões e deixar de impor pontos de vista para uma criança é bastante difícil.

Se você não tem consciência das próprias carências, inevitavelmente vai quererformatar a criança de acordo com suas expectativas.

Caso tenha sido rejeitado ou humilhado, é bem provável que, estando numa posição de autoridade diante da criança, você se perca e acabe abusando desse falso poder.

Dessa maneira, você acaba reeditando o seu passado no momento presente, o que significa que você repete a sua história através da criança e transmite para ela as suas maldades.

Muitas vezes você acha que está amando o seu filho, mas está apenas tentando resolver o seu próprio problema.

Na verdade, você está tentando se realizar através dele.

Ao obrigar a criança a fazer do seu jeito, você acaba desviando-a do caminho dela.

E qualquer caminho que não seja o caminho dela é um mau caminho, porque ela estará se afastando do seu propósito.

A espontaneidade vai dando lugar à estratégia, o que significa que ela deixa de fazer aquilo que o seu coração determina e passa a fazer aquilo que agrada aos outros.

Ela deixa de ouvir a voz do coração e passa a ouvir apenas a mente. A razão vai se sobrepondo à intuição, sem a qual a razão não ajuda efetivamente.

É como um pássaro sem asas.

Ao agir puramente com base na razão, você se torna uma máquina.

Se age apenas com base nas emoções e instinto, você se torna um animal.

A intuição une pensamento e sentimento, raciocínio e instinto.

Ela nos aproxima do que nos define como seres humanos.

Não há dúvidas de que o limite, se colocado com amor e consciência, é uma forma de ajudar no desenvolvimento da criança.

Já a repressão é o contrário.

É como um veneno que age contaminando uma virtude que é a base de tudo: a autoconfiança.

A espontaneidade, que é uma expressão da autoconfiança, é bloqueada e contaminada pelo medo de não receber amor.

Esta é especificamente a ilusão básica que sustenta a miséria no mundo, que é a ideia de que somos carentes e precisamos receber algo de fora.

O Baba acredita que se pudéssemos evitar que essas crenças fossem instaladas nainfância, tudo seria diferente.

Se o autoconhecimento e a espiritualidade se tornassem parte do ensino fundamental, os pais teriam mais consciência e não passariam para frente seus dramas.

 

3. Analise seus vícios, eles podem esconder repressões

Se você possui algum tipo de vício, examine-os com cuidado.

Eles podem estar mascarando várias sombras do seu eu que precisam ser resolvidas.

Os principais “amortecedores” que impedem o despertar da consciência são osexo, o dinheiro e a comida.

A compulsão, por exemplo, é uma das manifestações da impulsividade.

Não importa se é compulsão por comer, comprar, falar ou transar.

Na base disso tudo está uma carência, um vazio existencial que não se preenche pelo excesso das coisas.

O que acontece é que uma pessoa com gula tenta suprir uma repressão que aconteceu em relação à comida com mais alimento.

Quando a compulsão não é atendida, cria-se uma ansiedade que precisa ser tratada para se interromper o ciclo vicioso já instalado.

A preguiça também mascara algo.

Entendida como a paralisação diante daquilo que precisa ser feito por causa de sentimentos suprimidos, ela pode se manifestar de forma passiva ou ativa.

Na forma passiva, a pessoa não consegue fazer o que tem para fazer e às vezes fica até sem conseguir sair da cama, o que gera um desequilíbrio na química do cérebro que se desdobra em depressão.

Já na forma ativa, a pessoa faz muitas coisas, menos aquilo que realmente precisa ser feito.

Acaba se tornando um workaholic por procrastinação.

O fazer sem presença se encaixa nessa categoria também.

Se você não colocar a alma naquilo que está realizando, essa ação se torna um distração.

Nesse sentido, até mesmo a busca por autoconhecimento e espiritualidade podem servir como fuga.

O orgulho, que é um condicionamento de falsa superioridade para gerar proteção, pode esconder vários dramas também.

A identificação deles é mais complexa, porque pode se manifestar de muitas maneiras.

Algumas delas são a vaidade, soberba, timidez, complexo de inferioridade ou superioridade, vitimismo e falsa humildade.

Em suma, qualquer tipo de vício ou maldade nasce de uma carência.

Ela surge do rompimento com a essência através de algum tipo de repressão que aconteceu ao longo de sua trajetória.

 

4. Sofrer para ser feliz é autossabotagem

O mestre espiritual defende que “sofrer para ser feliz” é uma das manifestações do sabotador interno da felicidade.

Exatamente essa crença popular de que, para ser feliz, você precisa sofrer.

Bom, ela se desdobra de diversas maneiras.

Começa com a ideia de que você precisa trabalhar e se esforçar muito para tirar um dia de folga.

Depois, avança com o clichê mental de que precisa se sacrificar bastante para um dia poder relaxar, porque desfrutar da vida é coisa de vagabundo.

Em outros casos, que, para ser uma pessoa espiritual, você precisa fazer votos de pobreza.

Todos essas histórias que contamos para nós mesmos acontecem porque aescassez e a violência estão intimamente relacionadas.

Se você tem medo de não ser provido nas suas necessidades, a reação mais comum é alguma forma de violência, desde a falta de cuidado consigo mesmo, até a violência externa que vemos entre as pessoas.

Por isso, não se perca na ilusão de que precisa batalhar muito para algum dia poder curtir a vida.

Você não precisa conquistar o mundo para ser feliz.

Ou melhor, você pode ser feliz agora. (:

 

Você não precisa necessariamente fazer caridade ou ser professor de yoga para ser feliz.

Outro desdobramento do não para a prosperidade é a ideia de que o propósito da alma só pode ser realizado através de um trabalho social, de caridade ou de alguma profissão que lide diretamente com o bem-estar.

Porém, nem todo serviço dessa natureza estará alinhado com o propósito da sua alma, principalmente se você usa esse trabalho como fuga do que veio para fazer.

Há pessoas que resolvem ser terapeutas ou professoras de yoga, como se essas profissões, apesar de importantes, resolvessem todos os problemas…

Se você veio para dar aula de yoga, vai naturalmente se sentir pertencendo a essa senda.

Mas se não veio para isso, é possível que transfira a angústia de uma profissão para outra.

Trabalhos voluntários também podem seguir nessa mesma linha de escape.

Não há dúvidas de que quem faz doações ou se voluntaria está contribuindo para o mundo.

Aliás, não é possível haver paz se a maioria da população está sofrendo com a falta.

Como desenvolver valores espirituais se a maioria ainda não consegue ter suas necessidades básicas atendidas?

Apesar disso, a questão principal é sentir que essas atividades são as que seu coração te indica fazer como ocupação principal.

Muitas vezes o seu programa envolve o trabalho em esferas diferentes – que envolvem dinheiro e poder – para se suceder acontecer da forma esperada.

Portanto, não há problemas em se realizar espiritualmente e ser materialmente próspero ao mesmo tempo.

Aliás, quando você se harmoniza com o seu propósito, naturalmente suas necessidades materiais são atendidas.

Isso é uma lei.

Outro aspecto dessa questão é que não há nada de errado em querer reconhecimento ou fama pelo que você faz.

Tudo depende do que a sua alma está precisando no momento.

Muitos são levados a servir em cargos de destaque lá no olho damatrix.

E quem somos nós para julgar os desígnios da Existência?

Cada um está onde precisa estar.

A consciência espiritual precisa expandir em todos os lugares, pois essa é a grande meta da vida.

Para que isso aconteça, a espiritualidade precisa fazer parte da vida de todos.

Se você está na fase de afirmação do ego, ou seja, se seu eu ainda precisa crescer e construir coisas no mundo, não se preocupe tanto com a renúncia agora.

Trate de realizar os seus desejos e conquistar aquilo que quer.

Vá atrás do dinheiro que acha que precisa ganhar e da fama que precisa ter.

Não caia na armadilha do ego espiritual, que acredita que o correto é renunciar a tudo isso.

Afinal, você só pode renunciar aquilo que tem.

Durante o processo, é natural você que oscile entre o altruísmo e o egoísmo.

Além disso, não negue esse último sentimento.

É importante reconhecer que o egoísmo existe, mas não alimentá-lo.

Em outras palavras, você aceita que ele está presente, porém não o julga.

Tudo isso faz parte do processo. Está tudo bem.

Acima de tudo, é necessário que seu propósito seja autossustentável, porque você está encarnado num corpo que está submetido às leis da matéria.

Alguns tentam negar a dimensão material, tentam separar a espiritualidade da matéria, mas isso não é possível.

A negação é um dos principais venenos para a consciência.

Ela nos impossibilita de despertar do sofrimento.

 

5. Confiança é a base da prosperidade

Geralmente, a pessoa que mais tem medo de não receber é a pessoa que menos consegue dar, afirma o autor.

O medo faz com que ela não confie que irá receber de volta o que tem para dar.

Esse é um dos sintomas do medo da escassez, que é um desdobramento da falta de confiança.

A confiança é uma virtude da alma, fruto de uma consciência madura.

Ela nasce de um coração purificado.

Isso significa que não se pode forjar esse estado com a mente.

Em vez disso, você pode se dedicar ao autoconhecimento para que possa acessar as imagens e crenças que te impedem de confiar.

Essa qualidade feminina é a mais importante para o processo do despertar do amor.

Sem ela, a autorrealização não é possível.

Se não confia, não ama, pois a confiança é como uma ponte para o amor.

Se o relacionamento estiver contaminado pela desconfiança, mesmo que seja por uma pequena porção dela, isso mina o crescimento do amor.

 

Tudo de que precisa o universo vai lhe mandar

Ao permitir-se confiar na sabedoria da incerteza, você acessa esse espaço no qual nós somos um só com o universo.

Nesse espaço de unidade, nossas necessidades são naturalmente supridas pela vida.

Para aqueles que ainda estão muito identificados com o medo da escassez, esse trânsito do medo para a confiança parece impossível.

Ao mesmo tempo, a única maneira de saber se é possível é tentando, o que inevitavelmente implica correr riscos.

Se você tem a consciência do propósito da sua alma, não importa onde esteja, qualquer lugar é um espaço ideal para a sua realização.

 

Possíveis causas da falta de confiança

Dentro da esfera do feminino, a mãe é, sem dúvida, o maior símbolo da confiança.

E a nossa conexão com a figura materna é algo realmente profundo, porque ela é o veículo para chegarmos nesse sentimento.

Hoje em dia a ciência prova que a criança recebe todos os impactos do ambiente enquanto está na barriga da mãe.

Aliás, não só no entorno, mas também do mundo psicoemocional da mãe, com todas as suas dúvidas, medos, alegrias e tristezas.

Às vezes, o leite chega com sabor de rejeição, impaciência e raiva; e às vezes o leite não chega.

Nesse contexto, as crenças começam a ser formadas e o medo da escassez começa a se instalar no nosso sistema.

Isso quer dizer que o medo da escassez não se relaciona somente com o dinheiro, mas também ao medo da falta de carinho, acolhimento e amor.

Esse medo de não ser amado se manifesta como sentimento de não pertencimento, insuficiência, impotência e inadequação, entre outras emoções negativas.

Nesse estado, pensamentos do tipo “Eu não consigo aquilo de que preciso” ou “eu não mereço isso” são bem frequentes.

Tais crenças atuam como comandos para o subconsciente, que acaba recriando a realidade imaginada.

Pelo fato do contato com a mãe ser tão determinante para a formação da base da autoconfiança, a reconciliação com sua progenitora é essencial.

Não só com ela, mas também com todas as manifestações do feminino, como a natureza e as mulheres em geral.

Precisamos reaprender a confiar

Reaprender porque, segundo o escritor, nós já nascemos confiando.

Em algum momento, porém,  nossa confiança é quebrada e aprendemos a sentir medo.

O medo é como um supervírus.

Não existe um remédio específico para ele.

Seu tratamento é bastante difícil.

Muitas vezes, você dá um passo em direção à confiança e diz: “Ok, eu vou confiar!”

Então, resolve seguir os comandos do seu coração, mas se alguma coisa não acontece da maneira como imagina, você se frustra e novamente deixa de confiar.

Ocasionalmente, faz parte do aprendizado da confiança quebrar a perna, porque para se libertar do medo e crescer em autoconfiança você precisa viver uma experiência como essa.

O fato é que não há garantia nenhuma de que as coisas sempre serão como espera. Faz parte do aprendizado da confiança correr riscos.

Nesse processo, aos poucos você chega num lugar de confiança interna no qual as dúvidas vão embora e você tem certeza de estar no lugar certo, mesmo que tudo pareça estar errado.

Essa é a verdadeira confiança, aquela que independe do que está acontecendo no mundo externo, porque vem de dentro.

Ela liberta seu sistema do medo, especialmente do medo da escassez.

Essa percepção só é possível quando nos libertamos da crença de que não podemos receber aquilo de que precisamos.

E isso só é possível por meio do perdão.

Enquanto não perdoarmos as nossas mães, não perdoaremos o feminino, e, se não perdoarmos o feminino, seguiremos destruindo o planeta e as nossas próprias vidas.

Quando você se reconcilia com o feminino através do perdão, o medo deixa de ter poder sobre você.

E se o medo não tem mais poder, o ódio também se torna impotente, porque o ódio só tem força por causa do medo.

Ódio e medo andam de mãos dadas, mas na base está o medo.

Nessa dinâmica, a sombra da mãe, que são os “defeitos” dela que lhe causaram algum bloqueio, aguça o medo em você.

Por tabela, esse medo ativa o ódio associado.

O ódio, por sua vez, se perpetua através da sombra do pai.

Em razão disso, se a sua consciência está identificada com a sombra dos seus pais, inevitavelmente você sente a dor da carência.

E a partir da carência surgem muitos outros sintomas: ciúme, inveja, competição,impotência, avareza e todo tipo de miséria.

Por outro lado, se sua consciência está identificada com a luz, isto é, as qualidades dos seus pais, a história é diferente.

O resultado é que você compreende que essas sombras são apenas uma ilusão e tudo se transforma.

Para quem está no caminho do autoconhecimento e da autorrealização, algumas perguntas são importantes para resolver esse tema:

  1. Quando perdi a confiança? Quando passei a duvidar e a ter medo?
  2. Como posso voltar a confiar?

Essas são questões significativas que podem ajudá-lo a mapear as crenças que dão sustentação a seus medos.

 

6. Ser e fazer são inseparáveis

Quando ocorre o alinhamento entre o que nós somos e o que fazemos, somos tomados por uma profunda sensação de completude e pertencimento, afirma o mestre espiritual.

É como se finalmente voltássemos para casa depois de muitos anos de viagem.

Isso acontece porque quando não agimos de acordo com a nossa essência e construímos uma falsa identidade, ocorre um desencaixe entre aquilo que somos e aquilo que fazemos.

Simplesmente deixamos personagem fictício tomar conta da nossa casa e passamos a fazer aquilo que agrada aos outros e a esse falso eu.

Por isso, esse reencaixe equivale a um reencontro consigo mesmo.

E a partir desse reencontro, que é fonte de uma grande alegria, a verdade de quem somos começa a se manifestar através das nossas ações, porque o fazer está intimamente relacionado ao ser.

Na verdade, o ser e o fazer são inseparáveis, assim como a rosa é inseparável do seu perfume.

Nossos dons e talentos são fragrâncias do Ser supremo que nos habita, perfumes que são espalhados em diferentes ações no mundo.

Eles são as diversas qualidades da nossa essência primordial, que é o amor.

Portanto, um ponto importante que precisa ser compreendido é que o propósito da alma não é aquilo que fazemos, mas sim aquilo que somos.

A questão da identidade é fundamental no processo de desvendar o propósito da alma.

Quando você se pergunta “o que eu vim fazer aqui?”, automaticamente está se perguntando “quem sou eu?”.

Nessa dinâmica, a autorrealização não se trata apenas de uma realização profissional ou material, mas sobretudo, da lembrança de quem somos.

Quando acordamos essa lembrança, inevitavelmente o programa da nossa alma se revela e nossos dons e talentos se tornam meios de expressar a verdade de quem somos.

Mais do que isso, eles passam a ser os presentes que trouxemos para entregar ao mundo.

Então, nós sentimos um grande conforto em estar onde estamos e fazer o que fazemos.

Tudo que acontece na vida é para você aprender a se entregar para o fluxo dela, que está sempre te levando a realizar o seu propósito.

Seu sucesso está na alma e não no ego

O verdadeiro sucesso diz respeito à realização do propósito da alma, mas a maioria das pessoas acredita que o propósito está na realização do ego.

Segundo o psicólogo, essa noção equivocada também nasce da carência afetiva.

Infelizmente, ela é uma doença emocional que distorce a percepção da realidade.

Dentro dela, você depende de aprovação, de reconhecimentos externos e da consideração dos outros para ser feliz, o que é um mecanismo criado pelo ego.

O ego é importante, mas nós não somos o nosso ego.

Ele é, na verdade, um personagem.

Um papel de protagonista da história da nossa vivência terrestre. É esse personagem é importante para que vivamos as situações e absorvamos os aprendizados.

Entretanto, nós não somos esse personagem, mas sim o ator que interpreta esse papel, ou seja, o espírito.

No desenrolar do enredo da vida, o ego vai se fortalecendo e o personagem vai sendo incorporado de tal forma que passamos a acreditar que somos o personagem.

E se os desejos do personagem começam a virar um fim em si mesmo, o sucesso do ator, que é realizar o propósito da alma, geralmente é comprometido.

A depressão se deve justamente a essa divisão.

Sua alma quer te levar para um lugar, mas a sua mente condicionada está te levando para outro.

E a mente condicionada está indo para outro lugar porque quer agradar, porque quer reconhecimento, quer e quer.

A natureza da mente é o desejar.

O desejar é compulsivo.

Essa compulsão e o desejar consomem sua vitalidade, consomem sua saúde, consomem seu tempo.

No fim das contas, tudo o que a sua mente quer é ser amada.

Só que ela só se sente realmente amada quando está amando.

Em algum momento, você precisará ter a coragem de romper com esse círculo vicioso.

Outro aspecto da falta de êxito tem a ver com você recusar usar seus próprios dons, porque tem medo da própria grandeza.

Parece absurdo, mas é muito comum.

O medo do seu potencial revelado é o desdobramento de um outro medo: o desuperar os pais.

Muitas pessoas nutrem relações de codependência com seus pais, que, frequentemente, geram um sentimento de impotência diante deles.

Então, inconscientemente, muitos não querem se desenvolver, porque acham que se colocarem seus dons em movimento, irão superar seus pais e destruir a relação de codependência.

Alguns até conseguem se desenvolver, porém mantêm uma certa subserviência por sentirem culpa por estarem “melhor” do eles.

Outros sofrem tanto com esse remorso que precisam morar longe dos pais para poderem prosperar, uma vez que não conseguem romper com a miséria de sua ancestralidade na perto da família.

Por isso, tenha sempre em mente o seguinte.

O sucesso vem da alma e não do ego.

E acima de tudo, deixe seu coração atuar e seus dons se manifestarem para o sucesso acontecer.

 

O caminho para libertação

O caminho da liberdade que nos leva à autorrealização acontece pelo serviço desinteressado.

A ação desinteressada nos liberta, pois ela possibilita que deixemos de produzir reações e, consequentemente, que nos livremos dos condicionamentos, isto é, da teia do karma.

Isso só é possível quando nossa ações – o karma – e o nosso propósito – odharma – estão alinhados.

Isso quer dizer que nossas ações devem corresponder ao que de fato viemos fazer aqui.

Quanto mais alinhadas estiverem com o propósito maior, mais efeitos positivos nossas ações causarão e mais consciência elas trarão ao planeta, pois o propósito da alma individual está diretamente ligado ao dharma e ao karma coletivos.

Em última instância, portanto, a espiritualidade é sinônimo de desapego.

Você se torna uma pessoa espiritual quando pode desapegar da história que criou para si mesmo.

Em outras palavras, quando pode abrir mão dos pactos de vingança, da necessidade de fazer justiça com as próprias mãos e das crenças que criou sobre o que é a verdade.

Como efeito natural desse processo, o propósito começa a se revelar na medida em que você se entrega ao fluxo espiritual, que é simplesmente não resistir aos comandos do coração.

 

Conclusão

Todas nossas maldades surgem de algum momento em que sofremos alguma rejeição, principalmente na infância pela nossa vulnerabilidade.

Essas mazelas são perpetuadas de geração em geração pela falta de consciênciaespiritual dos pais na criação dos filhos.

Isso afasta as pessoas de serem o que vieram ser, isto é, realizar seu propósito.

Para interromper esse ciclo, é preciso aceitas todas as nossas sombras.

Essa é a primeira etapa para reintegrar as partes do nosso sistema que possui vários bloqueios.

Isso acontece em boa parte ao  se harmonizar com seus pais e perdoá-los para curar as dores emocionais estancadas para seguir em frente.

Assim, o propósito começa a se revelar na medida em que você volta a escutar seu coração e se entrega ao fluxo da vida.

 

E você?

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Mathias Luz

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