Vivemos e nos relacionamos em diversos meios, mas o sistema familiar é a pedra fundamental para nossa vida. Saiba como encontrar seu lugar no sistema familiar com o artigo do terapeuta Jay Reiss.


 

Qual é uma das coisas que eu, você e todo mundo tem em comum?

Um pai e uma mãe.

Todo mundo tem um pai e uma mãe, mesmo que nunca os tenha conhecido.

Uma das abordagens que eu trabalho é a Constelação Familiar, que é basicamente um olhar para o primeiro sistema que cada um de nós pertence: a família de origem.

Quando encontramos o nosso lugar nesse sistema, nos sentimos em paz e fica muito mais fácil assumir a própria vida e se tornar um indivíduo que responde pelas próprias escolhas.

A gente vive e participa dentro de vários sistemas: o sistema familiar é o primeiro, e é dele que recebemos o corpo (que também é composto por vários sistemas). Participamos de um sistema educacional, de um sistema social, de um sistema financeiro, de um sistema político, de um ecossistema e de um sistema solar. Todos os sistemas aos quais nos relacionamos, nos afetam, mas a relação com o sistema familiar permanece como uma pedra fundamental nessa dinâmica por uma ordem de precedência óbvia: não fosse por ele, nem estaríamos aqui.

Uma pessoa que não se encontra no sistema da família pode fazer muito esforço para se enquadrar em outros sistemas, a fim de encontrar uma direção e um sentido para a própria vida. É a tentativa de compensar o que falta.

O que fortalece uma pessoa é aceitar sua história pessoal exatamente como foi. Lutar contra, ou reclamar, só enfraquece. É uma escolha, como tudo na vida.

Nesse ponto, é fundamental falar a respeito de ser honesto(a) consigo mesmo. A escolha da aceitação é uma direção e não um mandamento em que a pessoa tem que se enquadrar. Isso significa ser consciente das emoções em desalinho, porque elas são um sintoma e é um desastre mentir para si mesmo.

Quando eu era criança, quase tinha uma síncope quando ouvia esta música: “Ai, ai, ai, mamãe, eu cresci o caminho perdi / volto a ti e me sinto criança / mamãe, mamãe, mamãe, eu te lembro chinelo na mão, o avental todo sujo de ovo / Se eu pudesse, eu queria outra vez mamãe, começar tudo, tudo de novo”. Essa ideia simplesmente não entrava na minha cabeça, porque eu queria sair dali o mais rápido possível. Era como eu via e vivia a experiência. Muitos anos mais tarde, eu realmente entendi muitas coisas que na minha experiência de criança não era possível compreender.

 

O que é amor senão um estado de abertura para com a vida?

Reconhecer o efeito das interpretações pessoais e subjetivas dos fatos e condições da nossa própria história é um movimento de lucidez em direção à vida. Cada escolha que fazemos, direciona-nos mais, em direção à vida ou em direção à morte: ou nos sentimos melhores e mais disponíveis para a vida ou com mais razões para nos fechar e nos proteger dela. O que é amor senão um estado de abertura e conexão com a vida?

A Constelação Familiar é uma ferramenta muito poderosa para iluminar os processos que atuam na dimensão dos vínculos afetivos e, felizmente, se complementa muito bem com outras abordagens de cura, como, por exemplo, a EFT – que lida diretamente com as emoções.

Eu ouço com frequência a ideia de perdoar, mas honestamente, a única referência que faz sentido para mim é entender perdão como uma paz interna conquistada: o que antes machucava, agora está em paz. A compreensão surge desse espaço.

A partir desse lugar interno, toda a relação com a vida se expande.


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Jay Reiss

Terapeuta e idealizador do Reeduca

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Acredito na vida. Nisso eu sou irredutível. Da forma como eu vejo, cada pessoa é única e aprender a viver a própria natureza e seguir o movimento autêntico do seu ser, é a maior de todas as aventuras: é a jornada da alma. Comigo tudo começou com alguns questionamentos que foram mais ou menos assim: A realidade pode ser muito mais plena…

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